Na quinta‑feira, 25 de outubro, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que a continuação da guerra depende da vontade dos Estados Unidos, durante entrevista concedida à Fox News nos Estados Unidos. Ele ressaltou que o Irã não deseja manter o conflito em andamento.
Posicionamento do Irã na ONU
Durante a sessão da Assembleia Geral da ONU, realizada na quarta‑feira, 24 de outubro, Pezeshkian adotou um tom firme ao afirmar que o Irã não se curvará diante das pressões americanas. O discurso destacou a necessidade de diálogo como caminho para evitar novos derramamentos de sangue.
Ele lembrou que, quando a solução pode ser alcançada por meio de conversas, a violência perde justificativa. Segundo o presidente iraniano, a responsabilidade de encerrar a guerra recai sobre Washington, que deve decidir se quer realmente pôr fim ao confronto.
O presidente iraniano também criticou a postura dos EUA ao dizer que foram “instigados por Israel” a impor a guerra ao Irã. Essa afirmação foi feita logo após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que os Estados Unidos mantêm conversas com Teerã.
- Data da declaração: 25 de outubro
- Local da entrevista: Fox News, EUA
- Contexto: Assembleia Geral da ONU, 24 de outubro
Oferta de negociação e cessar‑fogo
Pezeshkian afirmou que o Irã está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito, demonstrando abertura para negociações dentro das normas internacionais. Ele questionou por que um acordo de cessar‑fogo foi rompido apenas duas semanas após sua assinatura.
“Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi‑lo?”, perguntou o presidente iraniano, indicando frustração com a instabilidade das negociações.
O líder iraniano ainda declarou que, caso o atual governo americano queira negociar dentro das estruturas jurídicas internacionais, o Irã aceitará o convite. Caso contrário, ele minimizou a importância das próximas eleições legislativas nos EUA, afirmando que “não faz diferença para nós”.
Essas declarações sugerem que o Irã busca uma solução diplomática, mas coloca a iniciativa nas mãos de Washington, esperando que os EUA assumam a responsabilidade de encerrar a guerra.
Conflitos regionais e a questão dos houthis
Pezeshkian negou que os houthis, grupo rebelde iemenita apoiado pelo Irã, recebam ordens diretas de Teerã. Ele enfatizou que os houthis são responsáveis por seus próprios atos e que não existe uma relação sistemática entre eles e o governo iraniano.
O presidente iraniano reconheceu que o Irã mantém contato com os houthis, mas descartou qualquer comando direto. Essa postura visa separar a política externa iraniana das ações militares do grupo no Iêmen.
Recentemente, os houthis assumiram o controle do Estreito de Bab el‑Mandeb, provocando combates que deixaram centenas de mortos. O grupo também realizou ataques contra alvos na Arábia Saudita, incluindo a capital, Riad, pela primeira vez em anos.
Esses desenvolvimentos aumentam a pressão sobre o Irã para esclarecer seu papel na região, enquanto o presidente persiste em afirmar que o país está disposto a dialogar com os EUA para alcançar a paz.








