Uana, a cantora e compositora pernambucana, lançou nesta quinta‑feira, 24 de setembro de 2025, o álbum Estrela. O disco chega dois anos depois de Megalomania e traz onze faixas autorais que misturam o brega‑funk de Recife com influências globais. O lançamento foi disponibilizado simultaneamente nas principais plataformas de streaming, marcando mais um passo importante na carreira da artista.
Do brega‑funk ao universo house: a trajetória sonora
Desde o início da sua carreira, Uana tem se destacado por transformar o som da sua cidade natal em algo universal. Em Megalomania, ela já experimentava a fusão entre o ritmo local e a house, mas em Estrela essa conexão se aprofunda. A proposta é criar uma ponte entre as batidas de rua de Recife e as texturas eletrônicas que dominam as pistas de dança ao redor do mundo.
Os singles que antecederam o álbum — “Delírio Favorito” e “Mil e Uma Noites”, lançados em 2024 — serviram como pré‑vias desse novo universo sonoro. Ambos os temas já traziam elementos de afro‑beat, reggae e synth‑pop, preparando o público para a diversidade presente em Estrela. O terceiro single, “Fogo e Gasolina”, chegou ao público em 4 de setembro, revelando um lado mais rock‑eiro da cantora.
Colaborações que ampliam o alcance cultural
Um dos destaques do álbum é a participação do grupo baiano Àttooxxá na faixa “Calor Danado”. A banda traz o pagodão baiano, criando um contraste vibrante com a produção eletrônica de Uana. Essa mistura demonstra como a artista busca integrar diferentes regiões do Brasil em um mesmo projeto.
Outra colaboração importante acontece em “Mais Eu”, onde a cantora Joyce Alane, também pernambucana, empresta sua voz ao clima forrozeiro da música. A presença de Alane reforça a identidade nordestina do álbum, ao mesmo tempo em que a produção mantém uma pegada contemporânea.
Na faixa “Coisa de Acender”, a rapper N.I.N.A. entra em cena, adicionando um tom urbano e afogueado. A combinação de versos rápidos com batidas densas cria uma atmosfera que remete às noites de Recife, mas com uma sonoridade que ultrapassa fronteiras.
Temáticas e influências globais
Uana descreve seu processo criativo como uma “escuta aberta”. Em entrevista, ela afirma que o brega, o forró e o brega‑funk estão no seu corpo, mas que também incorpora sonoridades africanas, árabes, caribenhas e eletrônicas. Essa visão se reflete em faixas como “Certeza”, que traz percussões africanas, e “Noite Breve”, que incorpora escalas árabes.
O título‑track “A Estrela” abre o álbum com produção de Marley no Beat e Tom BC, dois nomes reconhecidos na cena de música eletrônica brasileira. A faixa combina sintetizadores atmosféricos com linhas de baixo pulsantes, criando uma sensação de viagem cósmica que prepara o ouvinte para o restante da jornada sonora.
Outras músicas, como “Onda” e “Certeza”, exploram temáticas de autoconhecimento, resistência e celebração da identidade cultural. Cada letra traz metáforas que remetem ao mar, ao céu e à energia que move os povos do Nordeste.
Estratégia de divulgação e recepção digital
O álbum foi lançado às 21h (horário de Brasília) e rapidamente acumulou milhares de streams nas primeiras horas. A estratégia de divulgação incluiu teasers nas redes sociais, playlists curadas por influenciadores de música eletrônica e entrevistas em programas de rádio e TV regionais.
Além disso, Uana utilizou o Instagram para compartilhar trechos de bastidores, mostrando a gravação das faixas com músicos convidados. Essa proximidade com o público gerou engajamento significativo, refletido em comentários que elogiam a ousadia da mistura de gêneros.
Os críticos de música também têm destacado a coerência do projeto. Em análises publicadas em blogs especializados, o álbum foi descrito como “um manifesto de identidade que transcende fronteiras regionais”.
- Eleva o brega‑funk a patamares internacionais
- Integra ritmos africanos, árabes e caribenhos
- Apresenta colaborações que reforçam a diversidade cultural
- Produção de alto nível com Marley no Beat e Tom BC
- Recepção positiva tanto do público quanto da crítica
Com Estrela, Uana demonstra que a música regional pode dialogar com tendências globais sem perder a essência. O álbum se consolida como um ponto de referência para artistas que desejam experimentar novas combinações sonoras, mantendo viva a tradição nordestina.
Para quem ainda não ouviu, a recomendação é iniciar pela faixa de abertura e seguir a sequência proposta pela artista. Cada música funciona como um capítulo de uma história maior, onde a luz da estrela guia a jornada musical.








