A pesquisa de opinião realizada pela Quaist revelou, na terça‑feira (25), que o governador Tarcísio de Freitas lidera a corrida pela reeleição em São Paulo, com 44% das intenções de voto, enquanto o ex‑prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, aparece com 24%. O levantamento, que abrangeu todo o estado, foi divulgado entre os dias 25 e 28 de setembro, antes da disputa eleitoral marcada para 4 de outubro.
Metodologia e margem de erro
A Quaist entrevistou 1.800 eleitores com idade igual ou superior a 16 anos, distribuídos em diferentes regiões do estado, garantindo representatividade geográfica e demográfica. A margem de erro da pesquisa foi de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, parâmetros padrão para estudos desse tipo.
O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-01590/2026, o que assegura a transparência e a rastreabilidade dos dados coletados. Os entrevistados foram selecionados por telefone, combinando chamadas fixas e móveis, para evitar vieses de contato.
Resultados detalhados
Os números apresentados mostram que Tarcísio de Freitas alcançou 44% das intenções de voto, consolidando-se como favorito entre os eleitores de São Paulo. Fernando Haddad, por sua vez, ficou com 24%, mantendo uma distância considerável do líder, mas ainda dentro da disputa.
Além desses dois candidatos, a pesquisa espontânea – na qual os nomes dos concorrentes não são mostrados – apontou que 78% dos entrevistados já têm sua escolha definida, um aumento de 6 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em 23 de setembro.
Os 22% restantes ainda afirmam que podem mudar de opinião até o dia da votação, indicando que ainda há espaço para campanhas de convencimento e mobilização.
- Líder: Tarcísio de Freitas – 44%
- Segundo colocado: Fernando Haddad – 24%
- Eleitores decididos: 78%
- Eleitores indecisos: 22%
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
Contexto político e implicações
O desempenho de Tarcísio reflete a continuidade de sua agenda governamental, marcada por investimentos em infraestrutura, segurança pública e políticas de saúde. Seu governo tem buscado atrair investimentos privados, o que tem gerado apoio entre eleitores empresariais e setores que valorizam a gestão de resultados.
Já Haddad, que já ocupou a prefeitura de São Paulo e foi candidato à presidência em 2018, tem concentrado sua campanha em propostas de educação, mobilidade urbana e combate à desigualdade. Apesar da diferença de percentual, sua base ainda é significativa em regiões metropolitanas e em municípios com maior vulnerabilidade social.
Analistas apontam que a diferença de 20 pontos entre os dois principais candidatos pode ser reduzida nas próximas semanas, especialmente se Haddad conseguir ampliar alianças políticas ou se houver mudanças no cenário econômico que afetem a percepção dos eleitores sobre a gestão atual.
O calendário eleitoral se aproxima, com o primeiro turno marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta, um segundo turno será realizado em 31 de outubro, reforçando a importância de estratégias de convencimento para os eleitores indecisos.
Além das duas figuras centrais, a pesquisa também registrou menções a outros nomes que ainda não aparecem oficialmente como candidatos, mas que podem influenciar o debate político nos próximos meses.
O que esperar nas próximas semanas
Com a proximidade da data eleitoral, os candidatos intensificarão suas campanhas de mídia, visitas a bairros e encontros com lideranças locais. As redes sociais continuarão sendo palco de debates acirrados, onde cada ponto de contato pode significar a conquista de eleitores ainda indecisos.
Especialistas recomendam que os eleitores acompanhem não apenas os números de intenção de voto, mas também as propostas concretas de cada candidato, avaliando como elas se alinham com suas necessidades cotidianas.
Para quem ainda não definiu sua escolha, a pesquisa indica que ainda há espaço para influências externas, como debates televisivos, entrevistas e eventos públicos, que podem mudar a percepção dos 22% de eleitores que ainda não se decidiram.
Em resumo, a Quaist oferece um panorama atual da corrida eleitoral em São Paulo, mostrando um líder claro, mas também ressaltando a volatilidade de parte do eleitorado. O desenrolar da campanha nas próximas semanas será decisivo para confirmar ou modificar esses números.








