A pesquisa de opinião da Quaest, divulgada nesta terça‑feira (8 de setembro), traz o panorama da disputa pelo Senado em Pernambuco para as eleições de 2026. O levantamento, contratado pela Globo, indica que Marília tem 17% das intenções de voto, seguida por Humberto (14%) e Mendonça (11%). Os números revelam ainda um alto nível de indecisão entre os eleitores.
Metodologia da pesquisa
A Quaest entrevistou 1.302 pessoas com idade a partir de 16 anos, em todo o território nacional, entre os dias 4 e 7 de setembro. A amostra foi selecionada de forma aleatória, respeitando a distribuição demográfica de cada região, o que garante representatividade dos resultados. A margem de erro declarada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Dois tipos de questionamento foram aplicados: a pesquisa espontânea, na qual os entrevistados nomeiam candidatos sem lista, e a pesquisa estimulada, em que a lista completa de candidatos é apresentada. Na primeira, 78% dos respondentes se declararam indecisos, ligeiramente abaixo dos 80% observados em levantamentos anteriores. Na segunda, cada eleitor informou duas escolhas, correspondentes às duas vagas em disputa.
Resultados por candidato
Os dados da pesquisa estimulada foram agregados de modo que a soma das menções para a primeira e a segunda vagas totaliza 100% das intenções de voto. Essa abordagem permite comparar a força relativa dos candidatos, bem como a proporção de votos em branco, nulos e indecisos.
- Marília: 17% das menções, liderando a corrida.
- Humberto: 14% das menções, mantendo a segunda posição.
- Mendonça: 11% das menções, ocupando o terceiro lugar.
- Outros candidatos: conjunto que soma 38% das menções.
- Brancos/nulos: 5% das respostas.
- Indecisos (na pesquisa estimulada): 15%.
É importante notar que, embora Marília esteja à frente, a diferença entre os três principais candidatos ainda é estreita, o que indica uma disputa competitiva até o último momento da campanha. A soma das menções dos três líderes corresponde a 42% do total, deixando 58% distribuídos entre demais concorrentes e opções de voto em branco ou nulo.
Cenário de indecisão e eleitores indecisos
O alto índice de indecisão (78% na pesquisa espontânea) reflete a falta de familiaridade do eleitorado com os nomes dos candidatos ao Senado, bem como a ausência de campanhas intensas até o momento da coleta. Esse perfil costuma mudar à medida que as candidaturas são oficializadas, os debates são realizados e as pautas são divulgadas.
Na pesquisa estimulada, a taxa de indecisão caiu para 15%, demonstrando que a simples apresentação da lista ajuda o eleitor a formar uma preferência. Contudo, ainda há espaço significativo para campanhas de mobilização, sobretudo nas redes sociais e nos comícios regionais.
Implicações para a corrida ao Senado
Com dois mandatos senatorial em jogo em cada estado, a estratégia dos candidatos deve considerar não apenas a primeira vaga, mas também a segunda posição, que pode ser decisiva em caso de empates ou de votos fragmentados. A Quaest aponta que a combinação de votos para as duas vagas mantém a proporção entre candidatos, indicando que os eleitores tendem a distribuir seu apoio de forma equilibrada.
Para Marília, o desafio será ampliar sua base de apoio e converter os indecisos em votos efetivos. Humberto, por sua vez, pode buscar alianças com candidatos menores para captar eleitores que ainda não definiram sua segunda escolha. Mendonça tem a oportunidade de se posicionar como alternativa viável para eleitores que desejam um terceiro nome forte na disputa.
Os partidos e coalizões também desempenham papel crucial, já que a soma das duas vagas pode favorecer alianças estratégicas. Se um partido conseguir colocar dois nomes na lista, pode garantir ambas as cadeiras, o que aumenta a importância das negociações internas e das coligações pré‑eleitorais.
Por fim, a pesquisa da Quaest, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-00285/2026, serve como um termômetro para os candidatos ajustarem suas estratégias de comunicação, reforçando mensagens que ressoem com as principais demandas da população pernambucana, como segurança, educação e desenvolvimento econômico.
Os próximos dias trarão novos debates, entrevistas e visitas a municípios, que deverão reduzir ainda mais a margem de indecisão e definir os rumos da corrida ao Senado de Pernambuco. Os eleitores, por sua vez, terão a oportunidade de avaliar com mais clareza as propostas e o histórico de cada candidato antes de exercer seu voto em 2026.








