Uma pesquisa divulgada nesta quarta‑feira, 23 de setembro, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanecem tecnicamente empatados entre os eleitores paulistas, o maior colégio eleitoral do Brasil.
Empate técnico nas intenções de voto
Os números mostram 31% de intenção de voto para Lula e 34% para Flávio, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Essa diferença mínima impede afirmar que um candidato esteja à frente do outro.
O levantamento indica que, apesar da proximidade, a corrida permanece competitiva, refletindo a polarização que tem marcado o cenário nacional nas semanas que antecedem o segundo turno.
Para o eleitor comum, a pesquisa sinaliza que ainda há espaço para mudanças de preferência até a data da votação.
Evolução dos números entre as duas pesquisas
Comparando com a pesquisa anterior, realizada em 8 de setembro, Flávio avançou três pontos, passando de 31% para 34%. Já Lula subiu um ponto, de 30% para 31%.
Embora os ganhos pareçam positivos, a margem de erro de dois pontos impede concluir que haja crescimento real de apoio.
O padrão de variação sugere que pequenas oscilações são comuns em pesquisas de curto prazo, sobretudo em um contexto de alta volatilidade política.
- Flávio Bolsonaro: 34% (↑3 pontos)
- Lula: 31% (↑1 ponto)
Esses ajustes numéricos são importantes para analistas, que buscam identificar tendências de longo prazo.
Perspectivas para o segundo turno
No cenário de segundo turno, Flávio ainda supera Lula, embora a diferença tenha diminuído desde a última rodada.
Especialistas apontam que a dinâmica do segundo turno pode mudar drasticamente, dependendo de alianças, debates e estratégias de campanha.
O eleitorado paulista, que representa cerca de 22% do total de eleitores do país, será decisivo para definir o vencedor da disputa presidencial.
Se Flávio mantiver a liderança, poderá contar com o apoio de bases conservadoras; se Lula conseguir fechar a diferença, poderá se beneficiar da mobilização de eleitores de esquerda e centro‑esquerda.
Metodologia da pesquisa Quaest
A Quaest entrevistou 1.800 eleitores de São Paulo entre 19 e 22 de setembro, utilizando amostragem aleatória proporcional ao universo eleitoral.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é SP‑02456/2026 e BR‑08886/2026, garantindo a transparência e a legalidade do levantamento.
Os entrevistados foram questionados sobre sua intenção de voto para presidente, bem como sobre a probabilidade de comparecer às urnas.
Além disso, a pesquisa incluiu perguntas sobre principais temas de interesse, como economia, segurança e saúde pública.
Esses dados complementares ajudam a compreender o contexto que influencia a escolha dos eleitores.
Em resumo, a pesquisa aponta para um cenário altamente competitivo em São Paulo, onde pequenos deslocamentos de apoio podem alterar o rumo da disputa presidencial.
Os próximos dias deverão trazer novas entrevistas, debates e eventos de campanha que poderão mudar novamente o panorama apresentado hoje.
Enquanto isso, partidos e candidatos continuam mobilizando suas bases, buscando converter indecisos e reforçar a presença nos principais municípios do estado.
O futuro da eleição ainda depende de fatores como a participação do eleitorado, a efetividade das propostas e a capacidade de comunicação de cada candidato.
Observadores internacionais também acompanham o desenrolar da corrida, reconhecendo a importância de São Paulo como termômetro da política nacional.
Em síntese, a pesquisa da Quaest reforça a ideia de que a disputa está longe de ser decidida, mantendo viva a expectativa de um segundo turno acirrado.








