Uma pesquisa divulgada nesta quarta‑feira, 23 de setembro de 2026, revelou o panorama atual da corrida ao Senado no Rio de Janeiro. O levantamento, conduzido pela Quaest, traz números que mostram quem lidera, quem está em alta e quais são as perspectivas dos eleitores para a escolha dos dois senadores do estado.
Cenário atual dos candidatos
A deputada Benedita da Silva (PT) mantém a primeira colocação, com 15% das intenções de voto. Ela segue sendo a única figura que supera a marca de dez por cento, consolidando sua posição de destaque entre os concorrentes.
Do lado conservador, dois nomes ligados ao presidente Bolsonaro empatam no segundo lugar: Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), ambos com 10% de apoio. Essa igualdade demonstra a divisão do eleitorado de direita entre duas figuras que compartilham a mesma sigla partidária.
Outros candidatos que aparecem na lista incluem Marcelo Crivella (Republicanos) com 7%, Pedro Paulo (PSD) com 6% e Monica Benício (PSOL) com 4%. Cada um desses nomes tem perfis distintos e busca atrair nichos específicos dentro do eleitorado carioca.
- Benedita da Silva (PT) – 15%
- Carlos Jordy (PL) – 10%
- Carlos Portinho (PL) – 10%
- Marcelo Crivella (Republicanos) – 7%
- Pedro Paulo (PSD) – 6%
- Monica Benício (PSOL) – 4%
Análise das intenções de voto
Os números indicam que apenas os três primeiros candidatos registraram crescimento em relação ao levantamento anterior, realizado em 8 de setembro. Esse aumento sugere que as campanhas recentes, bem como a presença na mídia, estão começando a influenciar a percepção dos eleitores.
Por outro lado, a maioria dos entrevistados (77%) não conseguiu citar nenhum nome quando a pesquisa foi feita de forma espontânea. Esse dado evidencia um desconhecimento geral sobre a disputa, o que pode abrir espaço para surpresas nos próximos dias de campanha.
Vale notar que a pesquisa foi feita de forma estimulada, permitindo que os eleitores indicassem dois nomes, já que a eleição para o Senado no Brasil requer a escolha de dois candidatos diferentes. Essa metodologia costuma reduzir o efeito de indecisão e traz uma visão mais realista do cenário.
Além da margem de erro de 3 pontos percentuais, a pesquisa tem um nível de confiança de 95%, o que a coloca dentro dos padrões de qualidade exigidos para análises eleitorais confiáveis.
Implicações para o eleitorado e próximos passos
Com a eleição dos dois senadores prevista para o final de 2026, cada eleitor do Rio de Janeiro precisará escolher duas opções distintas. Essa regra pode favorecer alianças estratégicas entre candidatos de partidos diferentes, já que o voto duplo permite combinações variadas.
Os candidatos que ainda não aparecem entre os líderes podem intensificar suas campanhas, buscando aumentar a visibilidade e captar eleitores que ainda não têm uma preferência definida. Estratégias como visitas a comunidades, debates televisivos e uso intensivo de redes sociais são esperados nos próximos meses.
Para o eleitor, a pesquisa destaca a importância de se informar sobre as propostas e o histórico de cada candidato. A falta de conhecimento demonstrada pela maioria dos entrevistados reforça a necessidade de campanhas de educação cívica, sobretudo em um pleito que definirá a representação do estado no Congresso Nacional.
O próximo passo da Quaest será a divulgação de novos levantamentos, que deverão captar as variações de apoio à medida que a campanha avança. Enquanto isso, os partidos continuam a mobilizar suas bases, preparando comícios, eventos e ações de rua para consolidar o apoio já obtido.








