Uma pesquisa encomendada pela TV Liberal e divulgada neste sábado (26) trouxe o panorama atual da disputa pelo governo do Pará, apontando Dr. Daniel (Podemos) com 41% das intenções de voto e Hana Ghassan (MDB) com 32%.
Metodologia e alcance da pesquisa
A Quaest entrevistou 804 eleitores com idade a partir de 16 anos entre os dias 22 e 25 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança foi calculado em 95%.
Os respondentes foram selecionados de forma aleatória, garantindo representatividade nos principais municípios do estado, incluindo Belém, Santarém, Marabá e Castanhal.
Além da pesquisa estimulada, a Quaest também realizou uma versão espontânea, na qual os nomes dos candidatos não foram apresentados aos eleitores, permitindo medir o reconhecimento de cada figura política.
Intenções de voto e cenários de segundo turno
Nos resultados estimulados, Dr. Daniel lidera com 41% das intenções de voto, seguido por Hana Ghassan, que acumula 32%. Ruth Reis, do Democrata, aparece em terceiro lugar, mas ainda sem número divulgado no resumo.
Quando os entrevistados foram questionados sobre a possibilidade de mudar de opinião até o dia da eleição, 28% afirmaram que ainda podem alterar o voto, enquanto 72% consideram sua escolha definitiva.
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno, apresentando diferentes combinações de candidatos. Nas simulações, Dr. Daniel mantém vantagem quando confrontado com Hana Ghassan, mas o resultado pode mudar dependendo da participação de Ruth Reis.
Principais problemas apontados pelos eleitores
A Quaest perguntou aos participantes qual era o principal problema do estado. Os temas mais citados foram:
- Segurança pública e violência urbana;
- Desenvolvimento econômico e geração de empregos;
- Infraestrutura de transportes, especialmente rodovias e portos;
- Saúde, com ênfase no atendimento em áreas rurais;
- Educação, sobretudo a qualidade do ensino básico.
Essas questões guiam a agenda dos candidatos e influenciam a percepção dos eleitores sobre a capacidade de cada um em resolver os desafios regionais.
Avaliação dos candidatos e índices de rejeição
A pesquisa avaliou o grau de conhecimento e a intenção de voto para cada candidato. Dr. Daniel e Hana Ghassan registraram os maiores índices de “conhece e não votaria”, indicando que, embora reconhecidos, ainda enfrentam resistência entre parte do eleitorado.
Ruth Reis, por sua vez, apresenta um perfil de candidato ainda em construção, com menor notoriedade, mas com potencial de crescimento caso amplie sua presença nas mídias.
Os resultados de aprovação e desaprovação do atual governo também foram incluídos, mostrando uma divisão equilibrada entre apoiadores e críticos, o que pode beneficiar candidatos que se posicionam como alternativa ao status quo.
Impacto da pesquisa nas estratégias de campanha
Com a divulgação dos números, os candidatos têm agora dados concretos para ajustar suas estratégias. Dr. Daniel pode focar em consolidar seu apoio entre os 41% que já o preferem, ao mesmo tempo em que tenta reduzir a taxa de rejeição.
Hana Ghassan, ao observar a diferença de 9 pontos percentuais, deve intensificar a comunicação sobre segurança e desenvolvimento econômico, temas que aparecem como prioridades entre os eleitores.
Ruth Reis tem a oportunidade de ganhar visibilidade ao se posicionar em relação aos problemas citados, sobretudo na área de infraestrutura e saúde, setores que ainda carecem de soluções efetivas.
Além disso, a pesquisa estimula os partidos a investirem em campanhas digitais, já que a maioria dos entrevistados utiliza redes sociais para se informar sobre política.
Conclusão e próximos passos
Os números da Quaest revelam um cenário competitivo, onde Dr. Daniel lidera, mas Hana Ghassan permanece como forte concorrente. A margem de erro de três pontos indica que a corrida ainda pode sofrer alterações nas próximas semanas.
Com as eleições marcadas para 4 de outubro, os candidatos têm um período crucial para ampliar sua base, responder às demandas dos eleitores e reduzir os índices de rejeição.
Os próximos dias deverão trazer novos debates, encontros com lideranças locais e intensificação das campanhas de rua, fatores que podem influenciar decisivamente o resultado final.
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