Uma pesquisa realizada pela Quaest nesta semana mostrou que 47% dos eleitores do Pará aprovam a gestão da governadora Hana Ghassan, enquanto 25% a desaprovam. O levantamento foi divulgado no sábado, 26 de setembro, e abrangeu respostas coletadas entre 22 e 25 de setembro. A pesquisa foi encomendada pela TV Liberal e traz um panorama atualizado da percepção popular sobre o governo estadual.
Contexto e metodologia da pesquisa
A Quaest entrevistou 804 pessoas com idade mínima de 16 anos, representando diferentes regiões do estado. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança está em 95%, o que confere robustez aos resultados. O registro oficial da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PA-07402/2026.
Os entrevistados foram questionados sobre diversos aspectos da administração pública, incluindo segurança, saúde, educação, infraestrutura e economia. Cada respondente recebeu um questionário estruturado, permitindo a comparação entre diferentes grupos demográficos, como idade, gênero e nível de escolaridade.
Além da avaliação de aprovação e desaprovação, a pesquisa buscou identificar qual é o principal problema que os eleitores acreditam que o estado enfrenta atualmente. Essa pergunta aberta gerou uma lista de demandas que será analisada a seguir.
Principais problemas apontados pelos eleitores
Quando questionados sobre o maior desafio do Pará, os participantes da pesquisa citaram, em ordem de frequência, os seguintes temas:
- Segurança pública e violência urbana;
- Deficiências na saúde, especialmente no acesso a hospitais e unidades básicas;
- Problemas de infraestrutura, como estradas em mau estado e falta de saneamento;
- Desemprego e falta de oportunidades econômicas;
- Educação de baixa qualidade e evasão escolar.
Essas demandas refletem uma percepção de que questões básicas ainda não foram plenamente resolvidas, apesar dos esforços anunciados pela administração de Hana Ghassan. O destaque para a segurança pública indica que a população sente insegurança nas áreas urbanas, principalmente nas capitais e grandes municípios.
A saúde, por sua vez, foi apontada como um ponto crítico, com relatos de longas esperas em hospitais e falta de médicos em áreas rurais. A infraestrutura, que inclui estradas e saneamento, também aparece como um gargalo para o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida.
Análise dos índices de aprovação e desaprovação
Com 47% de aprovação, o governo de Hana Ghassan mantém um nível relativamente positivo, especialmente considerando que está em seu primeiro ano de mandato, iniciado em abril de 2026. Contudo, a taxa de desaprovação de 25% indica que um quarto da população ainda está insatisfeito com as políticas adotadas.
Os 28% restantes da amostra se declararam indecisos ou neutros, o que abre espaço para que a administração possa melhorar sua comunicação e resultados concretos. Esse grupo pode ser decisivo nas próximas avaliações de desempenho e, possivelmente, nas eleições estaduais subsequentes.
Comparando com pesquisas anteriores, observa‑se um leve aumento na aprovação quando comparada a levantamentos realizados nos primeiros três meses de governo. Esse crescimento pode estar relacionado a ações pontuais, como a ampliação de programas sociais e a assinatura de convênios federais para investimentos em infraestrutura.
No entanto, a desaprovação ainda está ligada a críticas sobre a lentidão na execução de obras públicas e a percepção de que as políticas de segurança ainda não geraram resultados palpáveis. A população urbana, em especial, tem manifestado frustração com o aumento de crimes violentos nas últimas semanas.
Perspectivas e desafios futuros para o governo
O próximo trimestre será decisivo para a governadora Hana Ghassan, que pretende lançar um plano de ação focado em três pilares: segurança, saúde e infraestrutura. O plano inclui a contratação de mais policiais, a modernização de hospitais estaduais e a concessão de recursos para a pavimentação de rodovias estratégicas.
Especialistas apontam que, para melhorar os índices de aprovação, o governo precisará não apenas anunciar projetos, mas também garantir a transparência na execução e comunicar os resultados de forma clara à população. A comunicação eficaz pode reduzir a parcela de indecisos e transformar a percepção pública.
Além disso, a administração deverá lidar com a pressão de setores econômicos que demandam incentivos para atrair investimentos. O Pará possui grande potencial em mineração, agricultura e energia, mas a burocracia e a falta de infraestrutura ainda são barreiras significativas.
Em síntese, a pesquisa Quaest oferece um diagnóstico detalhado do cenário político e social do estado. Enquanto a aprovação se mantém em quase metade dos eleitores, os desafios apontados – segurança, saúde, infraestrutura, emprego e educação – exigem respostas rápidas e eficazes. O sucesso das medidas propostas nos próximos meses será crucial para consolidar a confiança da população e melhorar ainda mais os números de aprovação.








