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Quaest revela cenário apertado entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno em SP, MG, RJ, PE e DF

Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta terça‑feira (8) traz projeções para um possível segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com foco nos principais estados e no Distrito Federal. O levantamento foi realizado entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de até três pontos percentuais. Os resultados apontam uma disputa extremamente equilibrada, sobretudo no DF, onde Flávio lidera por poucos pontos.

Panorama geral da corrida

O Brasil conta com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar nas próximas eleições, e os três maiores colégios eleitorais – São Paulo (34,1 milhões), Minas Gerais (16,3 milhões) e Rio de Janeiro (12,8 milhões) – concentram grande parte desse contingente. Esses estados, por sua relevância demográfica, costumam definir a dinâmica do segundo turno, independentemente de quem esteja à frente nas pesquisas.

Nas simulações da Quaest, Lula e Flávio aparecem como os dois candidatos mais bem posicionados, o que indica que, caso nenhum deles alcance a maioria no primeiro turno, a disputa se resumirá a eles. Essa situação aumenta a importância das margens de vantagem em cada região, pois pequenas variações podem mudar o rumo da eleição.

Além dos grandes centros, o Distrito Federal tem se destacado como um microcosmo da polarização nacional. Com 3,1 milhões de eleitores, o DF reflete tendências urbanas e o peso das decisões de eleitores com maior nível de instrução, que costumam ser decisivos em eleições apertadas.

Desempenho por estado

Os números divulgados pela Quaest revelam diferenças sutis entre os candidatos, mas mantêm a sensação de corrida acirrada. Em São Paulo, a capital e o interior apresentam resultados quase equivalentes, com Lula e Flávio trocando posições em diferentes regiões do estado. Minas Gerais, tradicional bastião de apoio ao centro‑direita, mostra sinais de virada, enquanto o Rio de Janeiro mantém um eleitorado dividido entre o legado do PT e a atração de novas lideranças.

No Nordeste, especificamente em Pernambuco, a disputa segue o padrão nacional, com ambos os candidatos obtendo apoio significativo, mas sem uma liderança clara. O Distrito Federal, por sua vez, registra Flávio na frente com 32 % das intenções de voto, seguido por Lula com 30 %. Os demais candidatos – Caiado (10 %), Cury (8 %), Zema (2 %) e Renan (2 %) – completam o cenário.

  • Distrito Federal: Flávio Bolsonaro 32 %, Lula 30 %, Caiado 10 %, Cury 8 %, Zema 2 %, Renan 2 %.
  • São Paulo: resultados próximos, com variações regionais que mantêm a disputa em aberto.
  • Minas Gerais: tendência de estreitamento entre os dois principais candidatos.
  • Rio de Janeiro: eleitorado dividido, sem liderança definitiva.
  • Pernambuco: cenário equilibrado, refletindo a polarização nacional.

Esses dados sugerem que nenhum dos candidatos pode contar com uma vantagem confortável em nenhum dos estados analisados. A estratégia de campanha, portanto, deve focar em mobilizar bases regionais e conquistar eleitores indecisos, especialmente nas áreas metropolitanas.

Em São Paulo, por exemplo, a disputa nas áreas periféricas pode ser decisiva, enquanto em Minas Gerais, a campanha de Lula tem buscado reconquistar municípios que historicamente apoiaram o PT. No Rio, a batalha se concentra nos bairros da zona norte e nas cidades da Baixada Fluminense, onde as questões de segurança pública têm grande peso.

Metodologia e margem de erro

A pesquisa foi encomendada pela Globo e contou com entrevistas presenciais e por telefone, aplicadas entre 4 e 7 de setembro. A amostra totalizou mais de 2.500 entrevistados, distribuídos proporcionalmente entre os cinco estados e o Distrito Federal, garantindo representatividade de acordo com o perfil demográfico de cada região.

A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados, para mais ou para menos. O nível de confiança adotado foi de 95 %, o que significa que há 95 % de chance de que os resultados reais estejam dentro da faixa de variação indicada.

Essas margens são particularmente relevantes em uma corrida tão apertada, pois uma diferença de um ponto percentual pode ser decisiva. Analistas apontam que, em cenários de alta volatilidade, as pesquisas devem ser acompanhadas de perto ao longo das semanas que antecedem o pleito, para captar possíveis mudanças de intenção de voto.

Em síntese, a Quaest oferece um retrato de uma disputa presidencial que ainda não definiu seu vencedor. A proximidade dos números entre Lula e Flávio Bolsonaro indica que a campanha de ambos os lados ainda tem muito terreno a percorrer, e que o eleitorado brasileiro permanece dividido entre diferentes visões de futuro.

Com as eleições se aproximando, os candidatos deverão intensificar suas estratégias de comunicação, reforçar presença nas mídias digitais e buscar alianças regionais que possam garantir a vitória no segundo turno. O cenário apresentado pela Quaest deixa claro que o resultado final dependerá de pequenos movimentos de eleitores indecisos e da capacidade de mobilização das bases partidárias.

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