Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta segunda‑feira (21) mostrou como o escândalo envolvendo o Banco Master está moldando a opinião pública sobre figuras políticas e instituições no Brasil. Os resultados foram colhidos entre 17 e 20 de setembro, em meio a uma crise no Supremo Tribunal Federal.
Impacto do escândalo entre eleitores de Lula
Entre os eleitores que declaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 46% afirmam que o caso do Banco Master afeta negativamente a família Bolsonaro. Esse número indica que quase metade dos apoiadores de Lula vê o escândalo como um golpe à credibilidade dos bolsonaristas.
Além disso, 21% dos eleitores de Lula apontam diretamente para a família Bolsonaro como a mais prejudicada pelo caso. Essa percepção reforça a narrativa de que a família do ex‑presidente tem sido alvo de críticas intensas nos últimos meses.
Para 16% dos eleitores de Lula, o impacto recai sobre o Supremo Tribunal Federal, sugerindo que a justiça também está sendo responsabilizada pelos desdobramentos do escândalo.
Repercussão entre apoiadores de Bolsonaro
Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, 37% citam o governo Lula como o principal prejudicado pelo escândalo do Banco Master. Essa resposta demonstra que a oposição ao presidente atual ainda é um ponto central nas avaliações desses eleitores.
Outro 22% dos bolsonaristas apontam o STF como a instituição mais afetada, refletindo a preocupação crescente com a imagem do tribunal diante das recentes revelações de mensagens.
Além disso, 11% dos entrevistados desse grupo acreditam que a família Bolsonaro sofre consequências diretas, embora esse número seja menor que o percebido pelos eleitores de Lula.
Crise no STF e sua influência nas eleições
A pesquisa também investigou se a crise no Supremo Tribunal Federal pode mudar a escolha do candidato à presidência. A maioria dos respondentes (74%) afirmou estar ciente dos acontecimentos da sessão extraordinária convocada por Edson Fachin na semana passada.
Essa sessão, marcada por intensos embates entre ministros, abordou o relatório da Polícia Federal que revelou mensagens trocadas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. O debate gerou grande repercussão na mídia e nas redes sociais.
Por outro lado, 26% dos entrevistados declararam não ter acompanhado os detalhes da sessão, indicando que ainda há um segmento da população que permanece distante dos desdobramentos judiciais.
Metodologia da pesquisa e detalhes adicionais
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, utilizando amostragem probabilística para garantir representatividade nacional. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026, e os dados foram coletados em quatro dias consecutivos, permitindo captar variações de opinião ao longo da semana.
Os resultados também foram apresentados em formato de lista para facilitar a visualização dos principais achados:
- 46% dos eleitores de Lula apontam impacto negativo na família Bolsonaro;
- 21% dos eleitores de Lula citam a família Bolsonaro como prejudicada;
- 16% dos eleitores de Lula veem o STF como afetado;
- 37% dos bolsonaristas citam o governo Lula como prejudicado;
- 22% dos bolsonaristas apontam o STF como impactado;
- 11% dos bolsonaristas consideram a família Bolsonaro afetada;
- 74% dos entrevistados estavam informados sobre a sessão do STF.
Esses números revelam como o escândalo do Banco Master continua a influenciar a percepção pública, alimentando debates sobre corrupção, justiça e responsabilidade política. A continuidade da crise no STF pode ainda intensificar o efeito dessas percepções nas próximas decisões eleitorais.
Em síntese, a pesquisa Quaest demonstra que o caso do Banco Master não é apenas um episódio isolado de fraude bancária, mas um elemento que está sendo usado por diferentes grupos para reforçar narrativas políticas já existentes. O impacto nas avaliações de instituições como o STF e no julgamento da família Bolsonaro evidencia a complexidade do cenário político brasileiro em 2026.






