Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), mostrou que o candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados em um cenário hipotético de segundo turno. O levantamento aponta 42% de intenção de voto para Flávio Bolsonaro e 41% para Lula, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela Globo e reflete o clima eleitoral de setembro de 2026.
Detalhes da pesquisa por segmento
A análise segmentada revela que a disputa está particularmente acirrada em alguns grupos específicos do eleitorado. Cada segmento possui sua própria margem de erro, o que exige cautela na interpretação dos resultados. A seguir, apresentamos os principais blocos analisados:
- Identificação política: Eleitores que se declaram indecisos ou que mudaram de preferência nas últimas semanas mostram uma divisão quase igual entre os dois candidatos.
- Região: No Norte e no Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera levemente, enquanto no Sul e Sudeste Lula tem vantagem marginal.
- Gênero: As mulheres tendem a favorecer Lula, enquanto os homens apresentam preferência equilibrada entre os dois nomes.
- Idade: Eleitores entre 18 e 29 anos estão quase divididos, mas com ligeiro favorecimento a Flávio; já a faixa acima de 60 anos aponta para Lula.
- Escolaridade: Pessoas com ensino superior completo mostram preferência por Lula, enquanto quem tem apenas ensino fundamental tendem a apoiar Flávio.
- Renda: A classe média alta apresenta resultados mais próximos, enquanto a baixa renda favorece Lula.
- Religião: Eleitores evangélicos apresentam apoio quase igual a ambos, enquanto católicos dão ligeiro apoio a Lula.
Análise dos grupos mais competitivos
Os segmentos onde a diferença entre os candidatos está abaixo de 1 ponto percentual são críticos para definir a vitória no segundo turno. Entre eles, a região Norte, a faixa etária de 30 a 44 anos e eleitores com renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos mostram resultados quase idênticos.
Especialistas apontam que a mobilização desses grupos pode mudar o cenário rapidamente, sobretudo nas próximas semanas, quando as campanhas intensificarem a presença nas mídias digitais e nos comícios regionais.
Além disso, a influência de lideranças locais e de movimentos sociais pode ser decisiva para converter indecisos em votos efetivos. Estratégias de comunicação direcionadas, que utilizem linguagem adaptada a cada segmento, tendem a gerar maior engajamento.
Metodologia e margem de erro
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de setembro. O nível de confiança adotado foi de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026, garantindo a transparência e a rastreabilidade dos dados. Os entrevistados foram selecionados por amostragem probabilística, refletindo a distribuição demográfica nacional.
Os resultados, embora indiquem um empate técnico, devem ser interpretados com cautela, pois variações de poucos pontos podem alterar o panorama final, especialmente considerando a proximidade do prazo eleitoral.
Em síntese, a pesquisa Quaest evidencia um cenário de alta competitividade entre Lula e Flávio Bolsonaro, com diferenças marginais em diversos segmentos da população. O desenrolar da campanha, as estratégias de mobilização e as possíveis alianças políticas serão determinantes para definir o vencedor no eventual segundo turno.








