No último dia de propaganda eleitoral gratuita na TV, nesta sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, declarou que o Brasil está em situação melhor que quando assumiu o cargo. Ao mesmo tempo, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, apresentou-se como a alternativa de mudança e convocou seus apoiadores a mobilizar familiares e amigos para o voto no domingo (25).
Lula destaca avanços e pede continuidade
A mensagem de Lula começou ressaltando os principais indicadores econômicos que, segundo o governo, melhoraram nos últimos quatro anos. O presidente citou a queda da inflação, a retomada do crescimento do PIB e a expansão do acesso à energia elétrica em regiões remotas.
Em seguida, o candidato reforçou a importância da manutenção dos programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular, que, segundo ele, foram responsáveis por reduzir a pobreza extrema e melhorar a saúde da população.
Para ilustrar a continuidade de seu projeto, Lula utilizou uma sequência de imagens de obras concluídas, escolas inauguradas e famílias beneficiadas. Cada cena foi acompanhada por depoimentos curtos de cidadãos que afirmaram ter tido a vida transformada pelas políticas públicas.
Ao final da propaganda, o presidente criticou a proposta de corte de R$ 250 bilhões no orçamento, argumentando que tal medida poderia gerar perdas em salários, aposentadorias e nos próprios programas sociais.
- Redução da inflação
- Crescimento do PIB
- Ampliação da rede elétrica
- Manutenção de programas sociais
Flávio Bolsonaro aposta na mudança e mobiliza eleitores
Flávio Bolsonaro abriu sua propaganda com uma mensagem de escolha, afirmando que a decisão dos eleitores determinará o futuro do país nas próximas décadas. O senador associou sua candidatura à segurança das famílias e à promessa de melhorar a qualidade de vida.
Sem mencionar Lula pelo nome, o candidato criticou a situação atual, apontando problemas de segurança pública, altos custos de combustíveis e a necessidade de reformas estruturais para gerar empregos.
Na sequência, Flávio agradeceu aos apoiadores que participaram de comícios e encontros, destacando que aprendeu com as demandas da população ao longo da campanha.
Para encorajar a participação nas urnas, o senador pediu que familiares, amigos e vizinhos fossem levados às seções eleitorais, ressaltando que o voto é secreto e que ninguém deve ceder a pressões ou ameaças.
- Segurança pública reforçada
- Redução de impostos sobre combustíveis
- Reforma administrativa
- Incentivo ao empreendedorismo
O encerramento da propaganda contou com uma oração do Pai‑Nosso, seguida da frase: “A esperança nos move. A fé nos une. Deus abençoe a nossa nação”.
Conflitos e críticas mútuas nas propagandas
A campanha de Lula dedicou parte do tempo ao ataque ao histórico de Flávio Bolsonaro. Foram lembrados episódios como a defesa do policial militar acusado da morte da menina Ana Clara, em Niterói, em 2021, e a votação contrária à ampliação da licença‑maternidade quando o senador ainda era deputado estadual.
Lula também acusou o adversário de manter relações estreitas com empresários que, segundo a propaganda, teriam interesse em anular o fim da escala 6×1, medida que reduz a carga horária dos servidores públicos.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro evitou citar Lula diretamente, mas destacou a necessidade de mudança e apontou que o governo atual poderia colocar milicianos na segurança, o que, segundo ele, seria perigoso para a democracia.
Ambas as peças de propaganda usaram depoimentos de apoiadores para reforçar suas narrativas, criando um contraste entre a continuidade dos projetos sociais e a promessa de ruptura com o status‑quo.
O cenário eleitoral e o que vem pela frente
Com o encerramento da propaganda gratuita na TV e no rádio, o país entra na fase final da campanha para o segundo turno, que acontecerá neste domingo (25). As urnas abrirão às 8h e fecharão às 17h, conforme o calendário definido pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Analistas apontam que a disputa está polarizada, com Lula concentrando apoio nos centros urbanos e nas regiões onde os programas sociais têm maior presença, enquanto Flávio Bolsonaro busca apoio nos estados do sul e em áreas que valorizam a agenda de segurança e liberalismo econômico.
Especialistas em comunicação política destacam que a última propaganda costuma ser decisiva, pois é o momento em que os candidatos reforçam suas mensagens principais e tentam convencer os indecisos.
Para os eleitores, a recomendação oficial do TSE continua sendo a de verificar a identidade antes de votar, manter o sigilo do voto e denunciar qualquer tentativa de coação.
Independentemente do resultado, o país se prepara para enfrentar os desafios econômicos, sociais e de segurança que se avizinham nos próximos anos, com a expectativa de que o novo mandato – seja de continuação ou de mudança – traga respostas às demandas da população.








