A pesquisa de opinião pública realizada pela Quaest divulgada nesta segunda‑feira (7) traz o panorama das intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. O levantamento, coletado entre os dias 3 e 6 de setembro, entrevistou 2.004 brasileiros com idade a partir de 16 anos, em todo o território nacional. Os resultados apontam Lula (PT) com 36 % das preferências, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 29 %.
Desempenho dos candidatos
Os números revelam um cenário competitivo, embora com uma vantagem clara para o candidato do Partido dos Trabalhadores. O ex‑presidente Lula mantém a liderança, mas a diferença de 7 pontos percentuais ainda permite margem para mudanças nas semanas que antecedem a votação.
Flávio Bolsonaro, filho do ex‑presidente, consolida a segunda posição, reforçando a presença da família Bolsonaro no espectro eleitoral, ainda que sem alcançar a maioria necessária para avançar ao segundo turno sem alianças.
- Lula (PT): 36 %
- Flávio Bolsonaro (PL): 29 %
- Augusto Cury (Avante): 8 %
- Renan Santos (Missão): 3 %
- Ronaldo Caiado (PSD): 3 %
- Romeu Zema (Novo): 2 %
Distribuição regional do voto
Na região Norte, a preferência por Lula supera 45 %, refletindo a tradição de apoio ao PT nas áreas amazônicas. Em contrapartida, o Nordeste apresenta um cenário mais equilibrado, com o candidato de direita obtendo cerca de 28 % e o centro‑esquerda mantendo 35 %.
O Sul do país demonstra maior fragmentação: enquanto o centro‑direita de Flávio Bolsonaro chega a 32 % em alguns estados, o PT ainda registra 30 % de apoio, e candidatos regionais como Zema e Caiado capturam pequenos nichos.
No Centro‑Oeste, a presença de Ronaldo Caiado, governador de Goiás, eleva seu percentual para 6 % na região, embora ainda distante da liderança nacional. O Sudeste, mais densamente populoso, mostra Lula à frente com 38 %, mas com Flávio Bolsonaro próximo, atingindo 27 %.
Voto segundo idade e gênero
Os eleitores jovens, entre 16 e 29 anos, demonstram maior inclinação ao candidato de centro‑esquerda, com 42 % de intenção de voto. Esse grupo também se mostra mais aberto a candidatos fora do eixo tradicional, como Augusto Cury, que atinge 10 % entre os menores de 30.
Entre os eleitores de 30 a 49 anos, a disputa se estreita: Lula registra 35 % e Flávio Bolsonaro 30 %. Já na faixa de 50 anos ou mais, a preferência por Lula aumenta para 40 %, enquanto o candidato de direita recua para 25 %.
Em termos de gênero, as mulheres dão a Lula 38 % de apoio, enquanto os homens apresentam um leve viés a favor de Flávio Bolsonaro, com 31 %.
Outros indicadores sociodemográficos
A escolaridade influencia o padrão de voto. Eleitores com ensino superior completo tendem a apoiar o candidato do PT (41 %), enquanto aqueles com apenas o ensino fundamental mostram maior inclinação ao centro‑direita (33 %).
A renda também se destaca: famílias com renda mensal acima de cinco salários mínimos favorecem Lula (44 %), ao passo que a classe de baixa renda, com até dois salários, apresenta um apoio mais equilibrado entre os dois principais candidatos.
Quando analisamos a religião, o eleitorado evangélico demonstra preferência por Flávio Bolsonaro (38 %), enquanto os católicos e sem religião se inclinam mais para Lula (37 %).
Por cor/raça, a população negra e parda registra 45 % de apoio ao PT, enquanto a população branca apresenta uma distribuição mais homogênea, com 30 % para Lula e 28 % para Flávio Bolsonaro.
É importante notar que a pesquisa excluiu o candidato Pablo Marçal (PRTB), declarado inelegível, o que pode ter alterado levemente a distribuição de votos entre os demais concorrentes.
Os dados foram coletados por uma amostra probabilística, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95 %. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‑01720/2026.
Analistas apontam que, embora Lula mantenha a liderança, a proximidade dos números indica que alianças estratégicas e campanhas de última hora podem mudar o cenário antes da votação. O próximo turno, caso necessário, dependerá das negociações entre partidos e da capacidade de mobilização dos eleitores nas regiões menos favoráveis.








