Na última semana, as principais pesquisas eleitorais mostraram Flávio Bolsonaro (PL) quase empatado ou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, enquanto ainda permanecia atrás no primeiro turno. Os levantamentos foram divulgados entre 15 e 20 de setembro de 2026, abrangendo todo o território nacional. Os dados revelam variações importantes entre diferentes institutos, bem como margens de erro que podem mudar a interpretação dos resultados.
Segundo turno: empates e lideranças técnicas
Quatro das cinco pesquisas analisadas colocaram Flávio e Lula dentro das respectivas margens de erro, indicando um empate técnico. A Quaest e a AtlasIntel registraram o senador à frente numericamente, embora as diferenças fossem menores que a margem de erro de 1 ponto. Por outro lado, a BTG/Nexus e o Datafolha mostraram Lula ligeiramente à frente, mas ainda dentro da tolerância estatística.
A única pesquisa que apontou uma diferença superior à margem de erro foi a CNT/MDA, onde Lula liderava com 40,5% contra 30,4% de Flávio, resultando em um afastamento de 10,1 pontos. Essa discrepância pode refletir metodologias distintas ou amostras regionais específicas.
Os percentuais de Flávio no segundo turno oscilaram entre 40% e 47,2%, enquanto Lula variou de 36% a 46,8% nas mesmas pesquisas. O maior apoio ao senador foi registrado pelo AtlasIntel (47,2%), superando Lula por 0,4 ponto, ainda que dentro da margem de erro.
Primeiro turno: o cenário ainda desfavorável
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro ficou consistentemente atrás de Lula em todos os cinco levantamentos. A diferença mais estreita ocorreu no Datafolha, que mostrou os candidatos tecnicamente empatados com 36% para Flávio e 39% para Lula, diferença de apenas 3 pontos dentro da margem de erro.
A CNT/MDA registrou a maior distância entre os candidatos, com 30,4% para Flávio contra 40,5% para Lula, diferença de 10,1 pontos, ultrapassando a margem de erro de 1 ponto. Já o AtlasIntel mostrou a menor lacuna, com 41,7% para Flávio e 44,1% para Lula, diferença de 2,4 pontos, ainda acima da margem de erro.
Os demais institutos (Quaest e BTG/Nexus) apresentaram variações que mantiveram Flávio entre 31% e 35% e Lula entre 36% e 42%, indicando que o senador ainda tem um caminho a percorrer para fechar a diferença no primeiro turno.
Margens de erro, rejeição e intenção de voto
As margens de erro foram decisivas para interpretar os resultados. Em quatro das cinco pesquisas de segundo turno, a diferença entre os candidatos ficou dentro da margem de erro de 1 ponto, o que significa que o vencedor ainda não pode ser declarado com certeza estatística.
Os indicadores de rejeição também foram relevantes. No AtlasIntel, 50,2% dos eleitores rejeitam Flávio, contra 52% que rejeitam Lula. Na BTG/Nexus, a rejeição de Flávio permaneceu em 50% por três semanas consecutivas, enquanto a de Lula recuou de 49% para 48%.
Além disso, a BTG/Nexus apontou que 86% dos eleitores de Flávio já definiram sua escolha, enquanto 89% dos eleitores de Lula afirmaram o mesmo. Esses números sugerem que a maioria dos eleitores já está consolidada, reduzindo a volatilidade nas últimas semanas de campanha.
O potencial de voto calculado pela Nexus mostrou um leve avanço para Flávio, que subiu de 47% para 48%, enquanto Lula avançou de 47% para 50%. Essa diferença de 2 pontos ainda coloca o presidente à frente, mas indica uma tendência de fechamento da disputa.
Implicações para a campanha e próximos passos
Os resultados apontam para uma corrida acirrada no segundo turno, onde Flávio Bolsonaro pode converter a vantagem numérica em vitória, desde que consiga ampliar sua margem acima da margem de erro. Estratégias de comunicação, alianças regionais e mobilização de bases serão cruciais nos próximos dias.
Para o primeiro turno, o senador ainda precisa reduzir a diferença de 2 a 10 pontos observada nas pesquisas. Campanhas de base, debates e a atuação em estados-chave podem ser determinantes para melhorar sua posição.
Os analistas políticos recomendam atenção especial ao comportamento dos eleitores indecisos, que ainda representam uma parcela significativa do eleitorado. Movimentos de apoio de líderes regionais, bem como a resposta a escândalos ou notícias de última hora, podem influenciar a decisão final.
Em síntese, as pesquisas mostram um cenário dinâmico, onde as margens de erro e a rejeição dos candidatos são fatores decisivos. A corrida eleitoral permanece aberta, e os próximos dias serão decisivos para definir se Flávio Bolsonaro consolidará sua vantagem ou se Lula retomará a liderança.








