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Michelle Bolsonaro lidera intenção de voto ao Senado no DF, aponta pesquisa da Quaest

Uma pesquisa realizada pela Quaest e divulgada nesta quarta‑feira, 23 de setembro, indica que a ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro está à frente das intenções de voto para o Senado no Distrito Federal. O levantamento aponta que 26% dos eleitores entrevistados pretendem eleger a candidata nas eleições de 2027, que decidirão a renovação de dois terços do Legislativo. O cenário se desenha ainda antes da campanha oficial, que tem início em outubro.

Metodologia da pesquisa e contexto eleitoral

A Quaest entrevistou 1.104 eleitores do Distrito Federal entre os dias 19 e 22 de setembro, utilizando amostragem probabilística para garantir representatividade. A margem de erro reportada é de três pontos percentuais, podendo oscilar para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O estudo foi encomendado pela TV Globo, o que reforça a credibilidade dos resultados perante o público e os analistas políticos. A pesquisa também mensurou a taxa de brancos, nulos e indecisos, indicadores essenciais para entender a volatilidade do eleitorado antes da votação.

Os resultados refletem o momento de renovação do Senado, já que em outubro dois terços das cadeiras serão renovadas, ampliando a disputa por vagas que cada estado possui. No Distrito Federal, duas vagas estarão em jogo, o que eleva a importância de cada ponto percentual conquistado pelos candidatos.

Candidatos e suas posições nas intenções de voto

Os números divulgados colocam Michelle Bolsonaro em primeiro lugar, com 26% das intenções de voto. Em seguida, a ex‑atleta Leila do Vôlei (PDT) aparece com 19%, demonstrando crescimento de dois pontos em relação à pesquisa anterior.

Logo atrás, em empate técnico, estão Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL), ambas com 15% de apoio. Esse empate evidencia a fragmentação do campo progressista e de direita, que pode gerar alianças estratégicas nas próximas semanas.

Os demais candidatos concentram percentuais menores: o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo) registra 2%, Ronaldo Fonseca (PSD) 1% e o professor Guilherme Amorim (UP) também 1%.

  • Michelle Bolsonaro – 26%
  • Leila do Vôlei – 19%
  • Erika Kokay – 15%
  • Bia Kicis – 15%
  • Sebastião Coelho – 2%
  • Ronaldo Fonseca – 1%
  • Guilherme Amorim – 1%

Os eleitores que se declararam indecisos ou que não souberam responder somaram 11%, enquanto brancos e nulos totalizaram 9%. Esses números caíram em relação ao levantamento anterior, quando indecisos eram 16% e brancos/nulos 13%, indicando um leve avanço na definição de preferência.

Rejeição dos candidatos e possíveis impactos

A pesquisa também avaliou a taxa de rejeição, que mede quantos eleitores conhecem o candidato mas afirmam que não votariam nele de forma alguma. Michelle Bolsonaro lidera novamente esse indicador, com 45% de rejeição, mostrando que a popularidade não se traduz diretamente em apoio irrestrito.

Leila do Vôlei apresenta 39% de rejeição, enquanto Erika Kokay tem 44% e Bia Kicis 28%. Esses números sugerem que, apesar de boas intenções de voto, os candidatos ainda enfrentam resistência significativa dentro do eleitorado.

Os índices de rejeição podem influenciar estratégias de campanha, levando os candidatos a buscar alianças, reforçar mensagens de reconciliação ou mudar o foco de comunicação para reduzir a percepção negativa.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, data em que os eleitores decidirão quem ocupará as duas vagas federais disponíveis no Distrito Federal. A partir desse ponto, a disputa se intensificará, com debates, propaganda e mobilização de bases partidárias.

Observadores políticos destacam que a presença de figuras como Michelle Bolsonaro e Leila do Vôlei pode atrair eleitores de diferentes espectros, enquanto os candidatos de partidos menores podem precisar de coligações para garantir representação.

Além das intenções de voto, a pesquisa aponta que a participação dos eleitores no primeiro turno pode ser decisiva. Historicamente, o Distrito Federal registra alta comparecência nas eleições, o que pode amplificar a relevância dos percentuais apresentados.

Os analistas também ressaltam que o cenário pode mudar rapidamente, já que a campanha oficial ainda não começou. Eventos externos, como decisões judiciais ou debates televisivos, têm potencial de alterar a dinâmica de apoio e rejeição.

Em resumo, a pesquisa da Quaest oferece um panorama inicial da corrida ao Senado no DF, destacando a liderança de Michelle Bolsonaro, o crescimento de Leila do Vôlei e a competitividade entre candidatos de diferentes partidos. O próximo mês será crucial para observar como essas tendências evoluirão até o dia da votação.

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