Washington Quaquá, coordenador da campanha de reeleição de Lula no Rio de Janeiro, informou que ficará de “molho” por 30 dias após ser submetido a uma cirurgia nos olhos. O anúncio foi feito na última segunda‑feira, em Brasília, onde o político está recebendo cuidados médicos. A medida afeta diretamente a rotina da campanha em um estado decisivo para as eleições presidenciais.
Motivo da pausa e detalhes da cirurgia
Quaquá explicou que a operação foi necessária porque estava “não conseguindo ver direito”, o que comprometia sua capacidade de trabalhar. Segundo o próprio, o procedimento foi realizado em um hospital de referência em oftalmologia, com acompanhamento de sua esposa, que cuida dele no dia a dia.
Ele ressaltou que, durante o período de recuperação, precisará permanecer em casa, aplicando compressas a cada duas horas e evitando esforço visual prolongado. O uso de gelo nos olhos será constante, e ele pretende aproveitar esse tempo para refletir sobre a estratégia da campanha.
- Cirurgia realizada em 22 de julho de 2024.
- Recuperação prevista para 30 dias, com repouso total.
- Compressas a cada duas horas, conforme orientação médica.
Quaquá também comentou que a pausa será uma oportunidade para “desestressar” e repensar metas, projetos e táticas eleitorais, evitando o “atropelo do dia a dia”. Ele enfatizou que a pausa não significa abandono das responsabilidades, mas sim um momento de planejamento mais calmo.
Impactos na campanha no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é considerado um dos estados‑chave para a vitória de Lula, e a ausência temporária do coordenador levanta dúvidas sobre a condução das ações de campanha. Quaquá ainda ocupa a vice‑presidência nacional do PT e a coordenação da campanha de Eduardo Paes ao governo, além de ser prefeito de Maricá, o que amplia a complexidade da situação.
Para garantir a continuidade, a equipe de campanha designou um coordenador interino que assumirá as tarefas operacionais e de comunicação. Esse substituto será responsável por:
- Supervisionar a distribuição de material de campanha nas ruas.
- Organizar eventos de mobilização e comícios.
- Manter o contato direto com lideranças locais e regionais.
Apesar da delegação, os militantes de esquerda têm expressado preocupação quanto à falta de bandeiras, adesivos e outros itens de propaganda. Nas redes sociais, eleitores reclamam que o material ainda não chegou a diversos bairros, o que pode comprometer a visibilidade do candidato.
Especialistas em campanha apontam que a ausência de um líder forte pode gerar desorganização, mas também abre espaço para novas lideranças surgirem. Eles sugerem que a equipe aproveite o período de pausa para reforçar a logística de distribuição e intensificar o contato direto com eleitores por meio digital.
Reações nas redes e desafios logísticos
O vídeo divulgado por Quaquá no Instagram rapidamente se tornou tendência entre os apoiadores do PT. No conteúdo, ele pede orações, menciona sua fé católica e cita santos como Santo Expedito e Santa Dulce dos Pobres, reforçando uma conexão emocional com o público.
Além disso, ele lamenta a impossibilidade de consumir bebidas alcoólicas, como cachaça, vinho e uísque, durante o período de recuperação. Essa demonstração de vulnerabilidade gerou empatia, mas também levantou críticas de opositores que questionam a seriedade da campanha.
Nas postagens subsequentes, militantes denunciaram a escassez de material de campanha nas ruas do Rio. As queixas foram organizadas em listas que incluíam:
- Falta de bandeiras nas praças principais.
- Escassez de adesivos em pontos de alto fluxo.
- Ausência de panfletos informativos sobre as propostas de Lula.
Para contornar esses problemas, a direção da campanha anunciou a criação de um centro de distribuição móvel, que percorrerá bairros estratégicos durante a ausência de Quaquá. O objetivo é garantir que o eleitorado tenha acesso ao material de forma rápida e eficiente.
Os analistas políticos destacam que, apesar das dificuldades logísticas, a campanha ainda mantém um forte apoio nas redes sociais, com hashtags como #Quaquá30Dias e #LulaNoRio ganhando tração. Essa presença digital pode compensar, em parte, a limitação das atividades presenciais.
Em síntese, a cirurgia ocular de Washington Quaquá trouxe um momento de pausa inesperado, mas também abriu espaço para reavaliar estratégias, reforçar a logística de campanha e mobilizar a base de eleitores por meio de canais digitais. O desfecho desse período será decisivo para a capacidade da campanha de Lula no Rio de Janeiro nas próximas semanas que antecedem o primeiro turno das eleições.








