Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada nesta quinta‑feira, 17 de setembro, trouxe os números de intenção de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 no Brasil, apontando quem são os candidatos mais cotados e como o eleitorado está distribuído geograficamente e demograficamente.
Os resultados mostram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39 % das preferências, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com 36 %, enquanto Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar com 6 %.
Resultados gerais e principais concorrentes
O levantamento coloca o ex‑presidente Lula na frente da disputa, mas a diferença de três pontos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que indica uma corrida ainda apertada.
Além dos dois líderes, a pesquisa traz outros nomes que podem influenciar o cenário político, seja como candidatos ou como potenciais apoiadores nas alianças de segundo turno.
- Lula (PT): 39 %
- Flávio Bolsonaro (PL): 36 %
- Augusto Cury (Avante): 6 %
- Ronaldo Caiado (PSD): 4 %
- Renan Santos (Missão): 3 %
- Romeu Zema (Novo): 2 %
Os percentuais refletem a soma de 100 % dos eleitores entrevistados, mas a proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro sugere que mudanças de última hora, debates e alianças podem alterar o panorama.
Perfil do eleitorado por região e demografia
Ao analisar a distribuição por região, a pesquisa indica que o Nordeste continua sendo o reduto mais forte do PT, com mais de 55 % de intenção de voto para Lula, enquanto o Sul apresenta maior apoio a Flávio Bolsonaro, chegando a 45 % em alguns estados.
Na região Sudeste, o cenário é mais equilibrado: São Paulo registra 38 % para Lula e 35 % para Flávio, refletindo a diversidade econômica e cultural da área.
Quanto ao gênero, as mulheres tendem a favorecer Lula (41 % contra 34 % dos homens), enquanto os homens mostram preferência ligeiramente maior por Flávio Bolsonaro.
Na faixa etária, eleitores entre 18 e 29 anos dão a Lula 42 % e Flávio 33 %; já os maiores de 60 anos apresentam uma divisão mais estreita, com 38 % para Lula e 37 % para Flávio.
O nível de escolaridade também influencia: quem tem ensino superior completo tem 44 % de intenção para Lula, enquanto o público com apenas ensino fundamental ou sem escolaridade formal demonstra 38 % de apoio a Flávio Bolsonaro.
Renda familiar revela outro padrão: eleitores com renda acima de cinco salários mínimos dão 45 % de voto a Lula, enquanto a parcela de renda até dois salários mínimos tem 37 % de preferência por Flávio.
Em termos de religião, católicos e evangélicos ainda são majoritários, mas os evangélicos mostram ligeiro viés a Flávio Bolsonaro (38 % contra 34 % dos católicos).
Finalmente, a cor/raça também aparece nos dados: eleitores que se declaram pretos ou pardos têm 43 % de intenção para Lula, enquanto brancos apresentam 36 % de apoio a Flávio Bolsonaro.
Metodologia da pesquisa e margem de erro
O Datafolha conduziu a entrevista entre os dias 15 e 16 de setembro, abrangendo 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, em todo o território nacional.
A amostra foi selecionada por meio de técnicas probabilísticas, garantindo representatividade dos diferentes perfis socioeconômicos e regionais.
A margem de erro da pesquisa é de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95 %, o que significa que os resultados reais podem variar dentro desse intervalo.
O número de registro no TSE da pesquisa é BR-04029/2026, confirmando sua validade institucional.
O que os números podem indicar para o segundo turno
Com a diferença estreita entre Lula e Flávio Bolsonaro, o cenário para o segundo turno ainda está aberto. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta (mais de 50 %), a disputa será definida entre os dois líderes atuais.
Os candidatos que ficaram em terceiro, quarto e demais lugares – Cury, Caiado, Renan Santos e Zema – podem desempenhar papel crucial ao direcionar suas bases eleitorais para um dos dois principais.
Especialistas apontam que alianças regionais, acordos de bancada e a mobilização de grupos como evangélicos, jovens e mulheres serão determinantes para fechar a disputa.
Além disso, fatores externos como a economia, a segurança pública e a condução da campanha nas redes sociais podem mudar rapidamente a percepção dos eleitores nas próximas semanas.
Em resumo, a pesquisa do Datafolha oferece um panorama detalhado do momento atual, mas a dinâmica eleitoral ainda tem espaço para surpresas até o dia da votação.








