Com a frente fria que atingiu a Cidade do Rock no domingo, 6 de setembro, a procura por capas de chuva disparou, e os preços subiram de forma surpreendente. Ambulantes que circulam nas entradas passaram a cobrar até R$ 30 por unidades descartáveis, três vezes o valor encontrado online. O fenômeno meteorológico, aliado à alta concentração de público, transformou um item de proteção em peça de moda.
Impacto imediato nos preços e na oferta informal
Os vendedores que preferiram manter o anonimato revelaram que o preço habitual das capas descartáveis era de cerca de R$ 10, valor que coincide com o praticado na loja oficial dentro do recinto. Com a chuva, porém, eles elevaram o valor para R$ 30, justificando a mudança pela demanda repentina.
Na internet, o mesmo tipo de capa pode ser encontrado por aproximadamente R$ 3, o que evidencia a margem de lucro que os ambulantes estão explorando. Essa diferença de preço gerou discussões entre os frequentadores, que passaram a comparar as opções antes de decidir pela compra.
Além das capas, alguns vendedores também ofereciam ingressos para o festival, aceitando pagamentos via Pix. Essa prática mostrou como o clima pode gerar oportunidades de negócio inesperadas nos arredores de grandes eventos.
Como a chuva mudou o visual dos participantes
Dentro da Cidade do Rock, as capas deixaram de ser apenas um item funcional e passaram a compor o look dos presentes. Modelos transparentes, brancos e de cores vibrantes criaram um efeito visual que chamou a atenção das fotografias oficiais.
Karen Codo, estudante de Moda que viajou de São Paulo, utilizou uma capa rosa que havia comprado para outro festival. Ela explicou que a peça, originalmente destinada ao frio, acabou sendo perfeita para a chuva inesperada.
O namorado de Karen, engenheiro, escolheu uma capa preta, que combinou com seu estilo mais discreto. A combinação de cores distintas evidenciou a variedade de opções disponíveis no mercado informal.
Vivian Assunção, que participou do Rock in Rio pela primeira vez, optou por uma capa roxa acompanhada de uma camiseta estampada com o cantor Ne‑Yo. Ela contou que comprou a peça no caminho para o evento e, por gostar de roxo, acabou combinando com a roupa.
Marina Bastos, administradora, recebeu elogios por sua capa preta que lembrava um sobretudo, completa com viseira transparente. A escolha demonstrou como o acessório pode ser estilizado para criar um visual mais sofisticado.
Marcele Rodrigues, bancária, tirou do armário uma capa rosa com bolinhas brancas após conferir a previsão do tempo. Ela destacou que, em festivais sujeitos a mudanças climáticas, o item se torna indispensável.
Dicas práticas para quem ainda vai ao festival
Mesmo com a previsão de diminuição da chuva na segunda‑feira, 7 de setembro, ainda há risco de pancadas ao longo do dia. Por isso, quem pretende participar do evento deve levar uma capa na mochila e reforçar o agasalho.
A temperatura máxima esperada para a capital fluminense é de apenas 19°C, o que reforça a necessidade de roupas quentes além da proteção contra a água.
Confira abaixo uma lista rápida de recomendações para enfrentar o clima instável no Rock in Rio:
- Leve uma capa de chuva resistente, preferencialmente com forro interno.
- Use camadas de roupa: camiseta, blusa de manga longa e jaqueta.
- Calçados impermeáveis evitam desconforto ao caminhar entre as áreas molhadas.
- Proteja dispositivos eletrônicos com capas ou sacos plásticos.
- Fique atento aos alertas da Marinha do Brasil sobre ressaca nas praias próximas.
Além da proteção contra a água, o público deve estar preparado para possíveis ondas de até 2,5 metros entre a madrugada de domingo e a noite de 7 de setembro, conforme aviso da Marinha.
Com essas precauções, os fãs podem aproveitar a principal atração do Palco Mundo, o show de Elton John, sem se preocupar com o frio ou a chuva.








