O grupo sul‑coreano Stray Kids encerrou o quinto dia do Rock in Rio 2026 com um show que misturou som caótico, coreografias precisas e a energia vibrante da plateia carioca. A apresentação aconteceu na noite de 14 de setembro, no Palco Mundo, marcando a segunda visita da banda ao Brasil após o sucesso de 2025.
O impacto do Stray Kids no Rock in Rio
Ao assumir a posição de headliners do primeiro dia dedicado ao K‑Pop no festival, os oito integrantes mostraram que o gênero já tem lugar garantido entre os maiores nomes da música mundial. A plateia, que transformou a Cidade do Rock em uma verdadeira Cidade do K‑Pop, respondeu com cantos, luzes de lightsticks e uma vibração que ecoou por todo o recinto.
Além da performance, o grupo aproveitou o momento para conversar com o g1, destacando a importância de cada detalhe que torna a experiência única para os fãs brasileiros. A entrevista trouxe insights sobre a relação da banda com o público local, suas influências musicais e a estratégia de montar um setlist que agrada tanto fãs quanto curiosos.
Processo criativo e influências brasileiras
Durante a conversa, Felix revelou que tem escutado muito baile funk nos últimos dias, citando a “dança do Jamal” como um exemplo de ritmo que tem inspirado novas ideias. Ele explicou que a energia das batidas brasileiras combina bem com a estética do K‑Pop, criando pontes entre dois mundos aparentemente distantes.
Bang Chan, por sua vez, detalhou como a colaboração com produtores ocidentais funciona na prática. Segundo ele, a banda adota uma postura aberta, ouvindo as propostas dos parceiros e buscando um ponto de equilíbrio que preserve a identidade única do Stray Kids.
O grupo também comentou sobre a culinária e os pontos turísticos do Brasil que despertam curiosidade. Entre os pratos citados, o feijoada e a acarajé ganharam destaque, assim como o Cristo Redentor e as praias de Copacabana e Ipanema.
A conexão com os fãs e a cultura K‑Pop
Seungmin destacou a importância dos lightsticks para a experiência do show. Ele explicou que, embora o uso desses objetos seja proibido em muitos festivais, o Rock in Rio fez uma exceção especial para a banda, permitindo que a luz das Stays guiasse os integrantes no palco.
“Não é apenas mostrar apoio, mas sentir esse apoio junto durante a apresentação tem uma importância imensa”, afirmou Seungmin, ressaltando que a luz dos fãs ajuda a encontrar o caminho certo em momentos de improviso.
Hyunjin, com seu humor característico, brincou sobre a intensidade dos fãs brasileiros, lembrando que o barulho da plateia pode ser tanto um estímulo quanto um desafio para manter a performance afiada.
- Lightsticks como guia visual
- Interação direta com a plateia
- Adaptação de coreografias ao espaço do festival
Desafios e expectativas para o futuro
Han explicou como a banda escolhe o setlist para um festival que reúne tanto fãs quanto curiosos. Ele ressaltou que a prioridade é tocar músicas que demonstrem a essência do grupo e que convidem o público a cantar junto, garantindo energia máxima em cada faixa.
O Stray Kids também abordou a questão de montar shows em eventos de grande escala, onde a logística e a produção exigem um planejamento minucioso. A banda enfatiza que cada detalhe, desde a iluminação até a escolha das músicas, é pensado para criar uma experiência memorável.
Por fim, o grupo compartilhou seus planos para os próximos anos, incluindo novos lançamentos, colaborações internacionais e a expectativa de retornar ao Brasil em futuras edições do Rock in Rio.








