Em 2026, a revista Forbes, em parceria com a consultoria Statista, divulgou o ranking “World’s Best Employers”, que reúne as organizações mais admiradas pelos seus próprios funcionários. A pesquisa, realizada de forma independente e online, identificou 11 companhias brasileiras entre as 900 empresas avaliadas, destacando a Petrobras como a mais bem posicionada do país.
Contexto do ranking global
O estudo analisou empresas de 52 países, considerando critérios como remuneração, oportunidades de desenvolvimento profissional, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e reputação corporativa. Para compor a lista, foram entrevistados mais de 300 mil trabalhadores, que avaliaram tanto o empregador atual quanto experiências anteriores nos últimos dois anos.
Além das avaliações subjetivas, a Forbes e a Statista combinaram esses dados com informações históricas dos três anos anteriores, atribuindo maior peso às opiniões mais recentes. Apenas organizações com mais de mil colaboradores e presença internacional foram elegíveis, o que garante que o ranking reflita grandes corporações com impacto global.
No topo do ranking global, a Microsoft ocupou a primeira posição, seguida por outras gigantes da tecnologia e da indústria. Esse cenário evidencia a importância de políticas de bem‑estar, cultura organizacional forte e investimentos em capacitação para atrair e reter talentos em um mercado cada vez mais competitivo.
Desempenho das empresas brasileiras
A Petrobras liderou a representação nacional, alcançando a 74ª posição mundial, superando concorrentes internacionais como Netflix, Amazon, Heineken, Mercedes‑Benz Group e Mastercard. Essa colocação reflete os esforços da estatal em melhorar a qualidade de vida dos seus colaboradores, oferecendo programas de desenvolvimento de carreira e iniciativas de sustentabilidade.
Logo em seguida, a Embraer ficou na 132ª posição, demonstrando que a indústria aeroespacial brasileira também tem investido em ambientes de trabalho mais atrativos. A Metalúrgica Gerdau apareceu na 274ª colocação, enquanto a Vale garantiu a 278ª posição, ambas reforçando a importância de políticas de segurança e responsabilidade social.
- Petrobras – 74º lugar
- Embraer – 132º lugar
- Gerdau – 274º lugar
- Vale – 278º lugar
- Natura&Co. – posição não divulgada
- Banco do Brasil – posição não divulgada
- Nubank – posição não divulgada
- Bradesco – posição não divulgada
- Suzano – posição não divulgada
- Outras duas empresas brasileiras – posição não divulgada
Além dessas, nomes como Natura&Co., Banco do Brasil, Nubank, Bradesco e Suzano também foram incluídos na lista, embora suas posições específicas não tenham sido detalhadas no comunicado oficial. A diversidade de setores – energia, aviação, mineração, finanças, tecnologia e consumo – demonstra que a busca por ambientes de trabalho de excelência transcende segmentos econômicos.
O fato de 11 empresas brasileiras estarem no ranking reforça a crescente valorização das práticas de recursos humanos no país, que tem se alinhado a padrões internacionais de gestão de pessoas. Programas de inclusão, políticas de flexibilidade e investimentos em saúde mental são alguns dos diferenciais apontados pelos colaboradores nas avaliações.
Desafios e tendências para o mercado de trabalho
O relatório “State of the Global Workplace 2026”, elaborado pela Gallup, revelou que apenas 20% dos profissionais se consideram engajados no trabalho, enquanto 40% relatam níveis elevados de estresse diário. Esses indicadores apontam para a necessidade urgente de que as organizações adotem estratégias que promovam o bem‑estar e a motivação dos funcionários.
Empresas que conseguem equilibrar metas de produtividade com iniciativas de saúde mental, flexibilidade de horário e oportunidades de aprendizagem tendem a se destacar nos rankings de empregadores. No Brasil, a adoção de modelos híbridos de trabalho, programas de mentoria e políticas de remuneração variável têm sido apontados como fatores críticos para melhorar o engajamento.
Além disso, a crescente digitalização dos processos internos exige que as corporações invistam em capacitação tecnológica constante, garantindo que seus colaboradores estejam preparados para as demandas de um mercado em rápida transformação. A formação contínua, aliada a uma cultura de feedback aberto, tem se mostrado essencial para manter a competitividade e a retenção de talentos.
Por fim, a reputação corporativa, medida não apenas pelos resultados financeiros, mas também pelo impacto social e ambiental, tem se tornado um critério decisivo na escolha de empregadores. Empresas que adotam práticas sustentáveis e demonstram responsabilidade social ganham a confiança de profissionais que buscam propósito em suas carreiras.
Em resumo, o ranking de 2026 evidencia que o Brasil possui empresas que já estão à frente em termos de gestão de pessoas, mas também destaca a necessidade de um esforço contínuo para melhorar o engajamento e reduzir o estresse no ambiente de trabalho. As organizações que conseguirem alinhar benefícios, desenvolvimento profissional e responsabilidade social estarão melhor posicionadas para atrair e reter os melhores talentos nos próximos anos.







