Funcionários do Banco do Brasil aprovaram, na tarde de sexta‑feira, 11 de setembro, a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho negociada com a instituição, encerrando a paralisação na maioria das regiões do país. A decisão foi tomada nas assembleias de bases sindicais de diversas capitais, enquanto alguns locais ainda mantêm a greve.
Aprovação nas principais bases sindicais
Na sexta‑feira, a maioria das bases sindicais realizou nova assembleia para reconsiderar a proposta que havia sido rejeitada na quinta‑feira. O resultado foi favorável ao acordo, e as entidades que aprovaram passaram a planejar a assinatura do ACT nos próximos dias. Essa mudança de postura reduziu drasticamente o número de trabalhadores em paralisação.
- Brasília
- Rio de Janeiro
- Belo Horizonte
- Porto Alegre
- Florianópolis
- Recife (PE)
- Campinas
- Rondônia
- Alagoas
- ABC Paulista
- São Paulo
- São José dos Campos
Essas cidades representam um conjunto diversificado de regiões, incluindo o Centro‑Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, demonstrando a abrangência nacional do acordo. A aprovação nas capitais mais influentes trouxe confiança aos negociadores para avançar com a assinatura formal.
Locais que ainda mantêm a paralisação
Apesar do avanço, cerca de dezoito bases sindicais ainda não aceitaram a proposta e continuam em greve. Entre elas, destacam‑se Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, e diversas cidades da Bahia, onde os trabalhadores aguardam nova rodada de negociações. Essas regiões ainda não definiram se aceitarão o acordo nas próximas assembleias.
- Angra dos Reis (RJ)
- Salvador (BA)
- Feira de Santana (BA)
- Ilhéus (BA)
- Porto Seguro (BA)
Os sindicatos que rejeitaram o ACT alegam que alguns pontos ainda precisam de ajustes, como a forma de cálculo da reposição da inflação e a inclusão de benefícios adicionais. Eles defendem a reabertura das negociações para garantir que a proposta atenda plenamente às demandas da categoria.
Impactos do acordo sobre salários e benefícios
O Acordo Coletivo de Trabalho prevê a reposição integral da inflação medida pelo INPC, além de um aumento real de 0,6% ao ano nos próximos dois anos. Esse reajuste incide sobre salários, vale‑alimentação, vale‑refeição, participação nos lucros e auxílios, proporcionando um ganho significativo para os bancários.
Além da questão salarial, a convenção inclui cláusulas voltadas à saúde mental, combate ao assédio, direito à desconexão fora do horário de expediente e limites claros para o monitoramento digital dos funcionários. Essas medidas refletem uma preocupação crescente das categorias com o bem‑estar dos trabalhadores.
Para os bancos, a assinatura do ACT traz previsibilidade financeira e encerra um período de instabilidade que poderia afetar o atendimento ao público. A normalização das operações nas agências do Banco do Brasil é essencial para manter a confiança dos clientes e a fluidez do sistema bancário nacional.
Próximos passos e perspectivas
Os sindicatos que ainda rejeitaram o acordo deverão convocar novas assembleias nos próximos dias, conforme indicam os representantes da categoria. A expectativa é que a maioria desses grupos realize nova votação, podendo levar a um novo consenso ou a um prolongamento da greve em algumas localidades.
Se a maioria das bases que ainda estão em desacordo decidir aceitar o ACT, a paralisação será encerrada em praticamente todo o território nacional, restando apenas pequenos focos de resistência. Caso contrário, o movimento pode se transformar em um debate mais amplo sobre a necessidade de ajustes nas cláusulas de benefícios e na forma de cálculo dos reajustes.
Enquanto isso, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) continua monitorando a situação e mantendo contato próximo com as lideranças sindicais. A entidade enfatiza a importância de um acordo coletivo que seja equilibrado, garantindo tanto a sustentabilidade das instituições financeiras quanto a valorização dos trabalhadores.
Em resumo, a aprovação da maioria das bases sindicais representa um avanço significativo nas negociações trabalhistas do setor bancário. Contudo, a existência de bases ainda resistentes indica que o processo de conciliação ainda não está concluído, exigindo diálogo contínuo e flexibilidade por parte de ambas as partes.








