Neste sábado, 12 de setembro, o Rock in Rio recebeu a primeira apresentação de brega pernambucano no Palco Favela, protagonizada por Priscila Senna. A cantora, conhecida como a “Musa do Brega”, subiu ao palco para celebrar a diversidade musical do festival. O show combina a energia do brega com arranjos de música clássica, criando um espetáculo único para o público.
A estreia de Priscila Senna no Palco Favela
Com 35 anos, Priscila Senna estreou no Palco Favela, marcando a presença do brega na maior festa musical do país. Em 2024, o gênero já havia sido representado por Gaby Amarantos, mas desta vez a vertente romântica e sofrida foi trazida por uma artista de Olinda, Pernambuco. O repertório inclui sucessos de diferentes fases da carreira, além de um bloco especial de músicas da época em que fazia parte da banda Musa do Calypso.
O show conta ainda com um balé que acompanha a performance, e três figurinos que são transformados ao longo da apresentação. Priscila brincou que quer muito brilho para que o público consiga vê‑la mesmo nas áreas mais distantes do palco. Essa preocupação com a visibilidade reflete o desejo de tornar a experiência mais inclusiva e impactante.
A fusão entre brega e música clássica
A principal inovação musical do espetáculo é a presença de oito músicos de formação clássica, que tocam tímpano, piano de cauda, primeiro e segundo violinos, cello, viola, baixo acústico e harpa. Essa combinação foi pensada para criar um encontro entre duas linguagens sem diluir a identidade do brega. Segundo André Gress, diretor criativo, a formação clássica traz nova textura sonora, mas mantém a essência melódica do gênero.
Durante a apresentação, a canção “Curva Perigosa” ganha destaque para o piano de cauda, enquanto “Sorte” recebe a delicadeza do violino. Cada arranjo foi cuidadosamente elaborado para realçar a emotividade das letras, reforçando a proposta de “sofrência” que caracteriza o brega. O resultado é um som que mistura o drama clássico com a paixão popular.
O conceito visual e a produção do espetáculo
O show foi construído a partir do conceito “No alto da minha história”, que traça a trajetória de Priscila desde suas raízes em Olinda até o Rock in Rio. Cada mudança de figurino simboliza uma fase da sua vida artística, reforçando a narrativa visual. A produção musical ficou a cargo de Júnior Cabeleira, enquanto Lucas Corrêa cuidou dos arranjos complementares da formação orquestral.
Além da música, a iluminação e a cenografia foram projetadas para criar momentos de brilho intenso, como a própria artista desejou. O uso de luzes coloridas acompanha a evolução das canções, passando de tons mais quentes nas baladas para cores vibrantes nas músicas mais dançantes. Essa sincronia entre som e imagem eleva a experiência sensorial do público.
Como o show se encaixa na programação do festival
Priscila Senna recebeu o convite para o Rock in Rio após uma performance marcante no Carnaval de Recife, no Marco Zero. A energia contagiante do carnaval chamou a atenção da organização, que viu no brega uma oportunidade de diversificar ainda mais o line‑up. O festival, conhecido por reunir artistas de diferentes estilos, abraçou a proposta de unir brega e música clássica.
No mesmo dia, o Palco Favela também recebeu Timbalada e Soul de Brasileiro, garantindo uma variedade de ritmos para o público. Enquanto isso, o palco Sunset programou apresentações de Gilsons, Daniela Mercury, Olodum e João Gomes, oferecendo um mix de axé, pagode e forró. No palco Mundo, as atrações incluíram Pedro Sampaio, J Balvin, Demi Lovato e Maroon 5, completando a agenda diversificada do sábado.
- Timbalada – energia percussiva no Palco Favela
- Soul de Brasileiro – soul e funk para fechar a noite
- Gilsons – pop brasileiro no Sunset
- Daniela Mercury – axé e pop no Sunset
- Olodum – samba reggae no Sunset
A presença de Priscila Senna ao lado de nomes consagrados como Daniela Mercury e Olodum demonstra a abertura do Rock in Rio para novas sonoridades. O festival reforça seu papel como plataforma de descoberta, permitindo que artistas regionais alcancem um público global. Essa estratégia amplia o alcance cultural do evento e celebra a riqueza musical do Brasil.
Com mais de 15 anos de carreira, Priscila acumula mais de 3 milhões de ouvintes mensais no Spotify, consolidando sua popularidade nas plataformas digitais. Seus hits, como “Novo Namorado”, “Alvejante” e “Não me Faça Chorar”, continuam a repercutir nas rádios e nas playlists de streaming. O show no Rock in Rio representa um marco importante na sua trajetória, marcando a transição de artista regional para estrela internacional.








