A Quaest divulgou sua última pesquisa sobre a corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na véspera do segundo turno, marcado para 24 de outubro de 2026. O estudo, realizado entre 17 e 20 de outubro, captura a intenção de voto e o grau de convicção dos eleitores em todo o país.
Intenção de voto e cenário de empate
A penúltima sondagem, publicada em 21 de outubro, já mostrava os candidatos praticamente empatados. O senador Flávio Bolsonaro liderava com 45% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 44%.
Os eleitores indecisos somavam 9%, e os votos em branco ou nulos representavam 2% do total. Essa margem estreita indica que a disputa está extremamente competitiva, exigindo estratégias de campanha ainda mais agressivas nos dias que antecedem o pleito.
Para a nova pesquisa, a Quaest ampliou o número de entrevistas, alcançando 3.702 respondentes distribuídos pelas cinco regiões brasileiras. O aumento da amostra busca reduzir a margem de erro, que permanece em torno de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Além da medida espontânea de intenção, o instituto aplicou a pergunta estimulada, oferecendo informações sobre as propostas dos candidatos antes de registrar a preferência. Essa abordagem permite comparar a força real de cada candidato quando o eleitor tem acesso a mais detalhes.
Medo, rejeição e percepção da gestão
Um dos focos da pesquisa foi identificar os temores predominantes entre os brasileiros ao contemplar os possíveis resultados. A Quaest questionou se o maior medo seria a volta da família Bolsonaro ao poder ou a continuidade de um terceiro mandato de Lula.
Os resultados apontam para uma divisão profunda: parte do eleitorado temia a consolidação de políticas de direita, enquanto outra parcela temia a extensão de políticas de esquerda. Essa polarização reflete o clima de tensão que tem marcado a campanha.
O levantamento também avaliou a rejeição aos presidenciáveis. Os entrevistados foram indagados se conheciam os candidatos, se considerariam votar neles ou se descartariam a opção de forma definitiva. Essa métrica ajuda a mensurar a profundidade da aversão ou da aceitação.
Quanto à avaliação da atual gestão, a pesquisa incluiu uma pergunta direta sobre aprovação ou desaprovação do governo Lula. Os participantes puderam classificar o desempenho como ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo, e, caso optassem por “regular”, foram convidados a esclarecer se sua percepção tendia ao positivo ou ao negativo.
- Ótimo
- Bom
- Regular (positiva ou negativa)
- Ruim
- Péssimo
Essas nuances permitem entender não apenas se o presidente tem apoio, mas também a intensidade desse apoio.
Perfil do eleitor e fontes de informação
Para mapear a identidade política, a Quaest ofereceu cinco categorias de identificação: lulistas; eleitores que não se consideram lulistas, mas simpatizam com ideias de esquerda; independentes; eleitores que não se consideram bolsonaristas, mas se alinham à direita; e bolsonaristas.
Essa segmentação ajuda a compreender como as alianças ideológicas se estruturam e quais grupos podem ser decisivos na reta final da campanha.
O questionário ainda abordou a participação dos entrevistados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, e comparou o voto declarado no segundo turno de 2022, quando Lula enfrentou Jair Bolsonaro. Essa análise histórica oferece pistas sobre a consistência ou mudança de comportamento eleitoral.
Outra parte crucial da pesquisa foi identificar as principais fontes de informação dos eleitores. A Quaest listou opções como televisão, jornais impressos, rádio, sites e portais de notícias, redes sociais, aplicativos de mensagens, conversas com amigos ou familiares, e incluiu ainda uma alternativa específica para ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Google Gemini e Claude.
- Televisão
- Jornais impressos
- Rádio
- Sites e portais de notícias
- Redes sociais
- Aplicativos de mensagens
- Conversas pessoais
- Inteligência artificial (ChatGPT, Gemini, Claude)
Os dados sobre a preferência de mídia são essenciais para as campanhas, pois indicam onde concentrar esforços de comunicação.
Por fim, a pesquisa foi contratada pela Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09158/2026. A divulgação está programada para o sábado, 24 de outubro, um dia antes da votação, reforçando a importância de acompanhar os indicadores mais recentes antes do fechamento das urnas.








