Uma nova rodada da pesquisa realizada pela Quaest revelou, no final de setembro, que Tarcísio de Freitas mantém 44% das intenções de voto para o primeiro turno da eleição governamental em São Paulo, enquanto Fernando Haddad registra 24%. O levantamento foi divulgado em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Laísa Dall’Agnol, e traz detalhes sobre o cenário eleitoral a poucos dias da votação.
Estabilidade dos números e margem de erro
Os resultados mostram que Tarcísio manteve exatamente a mesma porcentagem da rodada anterior, reforçando a estabilidade da sua liderança. Haddad, por sua vez, recuou três pontos, fechando em 24% de apoio. Os demais candidatos testados não ultrapassaram 1% de intenção, indicando que a disputa está concentrada nos dois principais nomes.
Indecisos somam 16% do eleitorado, enquanto 12% afirmam que votarão em branco, nulo ou simplesmente não comparecerão às urnas. Caso haja segundo turno, as projeções apontam para 49% de votos para Tarcísio e 29% para Haddad. O estudo entrevistou 1.800 eleitores paulistas entre 25 e 28 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Fatores que explicam a estabilidade
Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, destacou que São Paulo apresenta a disputa mais estável entre os estados pesquisados. Um dos componentes que ajudam a explicar esse quadro é o fato de Tarcísio concorrer à reeleição, o que simplifica a decisão dos eleitores que já conhecem o desempenho do atual governo.
“Se ele gosta do atual governo, vota no Tarcísio. Se não gosta, busca uma alternativa”, explicou Russo. Essa lógica reduz a volatilidade típica de campanhas onde há candidatos pouco conhecidos ou novas figuras políticas.
Outro ponto relevante é o elevado grau de conhecimento dos dois principais candidatos. Haddad foi o adversário de Tarcísio na eleição estadual de 2022, e a repetição desse confronto contribuiu para reduzir oscilações ao longo da campanha atual.
- Conhecimento prévio dos candidatos;
- Incumbência de Tarcísio;
- Falta de surgimento de novos nomes de destaque;
- Estabilidade do eleitorado paulista.
Perspectivas para a reta final da campanha
De acordo com Russo, os levantamentos realizados até agora não apontam para uma alteração expressiva do cenário na reta final. “Essa é a disputa onde tem menos flutuação”, afirmou o especialista, reforçando a ideia de que grandes mudanças são improváveis nos últimos dias que antecedem a votação.
Ele também ressaltou que a expectativa é de vitória de Tarcísio, possivelmente já no primeiro turno, considerando que não há sinais de mudança no padrão de voto do eleitorado. “A expectativa é de uma vitória de Tarcísio de Freitas, muito provavelmente no primeiro turno”, concluiu.
Metodologia da pesquisa e implicações políticas
A pesquisa Quaest utilizou amostragem aleatória estratificada, garantindo representatividade nos diferentes municípios e regiões do estado. A margem de erro de dois pontos percentuais indica que, mesmo considerando variações, Tarcísio ainda lidera com folga confortável.
Para os partidos e movimentos políticos, esses números sugerem que estratégias de última hora terão impacto limitado. Campanhas focadas em mobilização de eleitores indecisos ou em reforçar a narrativa de mudança podem não ser suficientes para inverter a tendência atual.
Analistas apontam que, caso Haddad consiga reduzir a diferença nos últimos dias, ainda haverá espaço para negociações de alianças e acordos de apoio que poderiam influenciar um eventual segundo turno. Contudo, a probabilidade de tal cenário permanece baixa segundo a avaliação da Quaest.
Em resumo, a pesquisa indica que a eleição para governador de São Paulo está caminhando para uma conclusão previsível, com Tarcísio de Freitas como favorito claro e pouca margem para surpresas nos dias que antecedem a votação.








