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Oposição de centro-esquerda lidera projeções e extrema‑direita perde apoio nas eleições suecas

Eleições gerais foram realizadas na Suécia neste domingo (13), e as primeiras pesquisas de boca de urna indicam vitória apertada da oposição de centro‑esquerda. Os resultados preliminares apontam que a coalizão de partidos de esquerda está à frente do bloco de direita, enquanto a extrema‑direita registra queda de apoio. A contagem ocorreu em todo o país, com destaque para as urnas de Estocolmo e Malmö.

Cenário político e projeções

Segundo duas pesquisas divulgadas pela emissora pública SVT e pela TV4, a aliança de quatro partidos da esquerda alcançou 51,3% dos votos, superando os 46,8%‑47% obtidos pelos partidos de direita. Essas margens são estreitas, mas suficientes para garantir a formação de governo sem a necessidade de acordos com a extrema‑direita.

Os levantamentos foram coletados em amostras representativas de eleitores que já haviam votado, o que confere maior confiabilidade às projeções. Ainda assim, os analistas alertam que variações de última hora podem alterar levemente os números, sobretudo em distritos com alta participação.

O cenário de campanha foi marcado por um estreitamento da diferença entre as duas coalizões nas últimas semanas, passando de uma vantagem confortável para a esquerda a um empate técnico nas últimas pesquisas. Essa dinâmica reflete o cansaço dos eleitores com a polarização e a busca por alternativas moderadas.

Desempenho dos principais partidos

O Partido Social‑Democrata, liderado pela ex‑primeira‑ministra Magdalena Andersson, manteve sua posição como a maior força política do país. Os social‑democratas prometem reforçar o Estado de bem‑estar e adotar medidas para conter a alta dos preços, sobretudo no setor de energia e habitação.

Do outro lado, o atual primeiro‑ministro de direita, Ulf Kristersson, tenta garantir um novo mandato de quatro anos, defendendo a continuidade das reformas econômicas iniciadas em seu governo. Em entrevista à AFP, Kristersson afirmou que pretende “tornar a Suécia grande novamente”, ecoando slogans populares de movimentos conservadores internacionais.

O partido de extrema‑direita Democratas da Suécia (SD), fundado em 2010 e anteriormente associado a posições neonazistas, pode registrar sua primeira queda de votação desde a entrada no parlamento. As pesquisas sugerem que o SD pode perder o posto de segunda maior força política, cedendo terreno a partidos mais centrais.

Jimmie Åkesson, líder dos SD, declarou em seu último comício que a disputa já estava “vencida”, mas os números recentes mostram um recuo significativo, indicando que a mensagem não ressoou como esperado entre os eleitores indecisos.

  • Social‑Democratas: 51,3% (coalizão)
  • Direita (incluindo Moderados e Centro‑Direita): 46,8%‑47%
  • Democratas da Suécia (SD): queda abaixo de 10% (estimativa)
  • Outros partidos: cerca de 2% a 3%

Reações e implicações para o futuro

Na sede eleitoral do Waterfront Center, em Estocolmo, Andersson recebeu aplausos de apoiadores ao ver os primeiros números favoráveis. Ela destacou a importância de “proteger o modelo social sueco” e garantir que as famílias não sejam sobrecarregadas pelo custo de vida.

Já Kristersson, ao lado de seus colaboradores, manteve a postura de que ainda há tempo para reverter a situação, apontando para a necessidade de “unir forças contra a esquerda radical”.

Greta Thunberg, ativista climática, utilizou seu Instagram para alertar que a formação de um governo que inclua a extrema‑direita seria “inaceitável”. Ela escreveu: “Nenhum fascista em nosso governo. Justiça climática já!”. O post gerou milhares de reações e reforçou o debate sobre a agenda ambiental nas próximas administrações.

Com cerca de 8 milhões de eleitores aptos a votar em um país de 10,6 milhões de habitantes, a participação costuma ultrapassar 80%. Esse alto engajamento demonstra que a sociedade sueca ainda valoriza o processo democrático, apesar das tensões políticas.

Se a coalizão de centro‑esquerda conseguir formar governo, espera‑se a implementação de políticas de ampliação do bem‑estar, como aumento de benefícios familiares, reforço de serviços de saúde pública e investimentos em energia renovável. Por outro lado, uma vitória da direita poderia consolidar a agenda de liberalização econômica e redução de impostos para empresas.

Analistas internacionais apontam que a eleição sueca serve de termômetro para o futuro da política europeia, especialmente no que tange ao papel da extrema‑direita. A perda de apoio ao SD pode sinalizar um desgaste desse segmento, enquanto a resistência da esquerda demonstra a capacidade de renovação dos partidos tradicionais.

Independentemente do resultado final, a Suécia entra em um período de transição que exigirá negociações intensas entre os partidos representados no Riksdag. O próximo governo terá o desafio de equilibrar crescimento econômico, justiça social e metas climáticas ambiciosas.

Os próximos dias serão decisivos para confirmar as projeções e definir a composição do novo gabinete. Observadores políticos ao redor do mundo acompanham atentamente, pois as escolhas feitas em Estocolmo podem influenciar debates sobre migração, clima e segurança na Europa.

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