Uma pesquisa da Quaest, divulgada neste domingo (6), revelou quais são as características que mais influenciam o voto para presidente no Brasil. O levantamento, realizado entre 30 de agosto e 1º de setembro, entrevistou 2.004 eleitores de todo o país. Os resultados mostram diferenças marcantes entre eleitores independentes, lulistas e bolsonaristas.
Principais atributos valorizados pelos eleitores
De modo geral, a maioria dos entrevistados apontou a não participação em esquemas de corrupção como o critério mais decisivo ao escolher um candidato. Em seguida, a defesa da democracia aparece como segundo fator, refletindo a preocupação com a estabilidade institucional.
Quando a amostra é segmentada por posicionamento político, surgem nuances importantes. Entre os eleitores independentes, 33% consideram a ausência de corrupção como o atributo essencial, enquanto 26% dão prioridade à defesa da democracia.
- Não ter envolvimento com corrupção – 33% dos independentes
- Defesa da democracia – 26% dos independentes
Já entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva, o compromisso com a democracia lidera com 29% das respostas. Para os bolsonaristas, a exigência de um candidato “limpo” tem ainda maior peso, atingindo 41%.
- Lulistas: compromisso com a democracia – 29%
- Bolsonaristas: ausência de corrupção – 41%
Características que afastam o voto
A pesquisa também indagou quais atributos levariam os eleitores a rejeitar um candidato de forma categórica. A presença de escândalos de corrupção foi apontada como o principal motivo para não votar, sobretudo entre os bolsonaristas.
Além disso, a falta de comprometimento com a democracia e a percepção de autoritarismo figuram entre os fatores mais citados pelos independentes e pelos lulistas.
- Escândalos de corrupção – principal motivo de rejeição
- Ausência de defesa da democracia – segundo motivo
- Comportamento autoritário – terceiro motivo
Detalhes metodológicos da pesquisa
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, distribuídas em todas as regiões do Brasil. O campo de coleta foi realizado de forma presencial e por telefone, garantindo representatividade nacional.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
Os candidatos que apareceram na pesquisa foram Luiz Inácio Lula da Silva (37% de intenção de voto), Flávio Bolsonaro (29%), Augusto Cury (10%), Renan Santos (3%), Ronaldo Caiado (1%) e Romeu Zema (1%).
Implicações políticas e perspectivas para o segundo turno
Os resultados sugerem que a luta contra a corrupção continuará a ser um tema central nas campanhas presidenciais. Os candidatos que não conseguirem dissociar suas imagens de escândalos poderão enfrentar dificuldades para atrair eleitores indecisos.
Ao mesmo tempo, a defesa da democracia emerge como um ponto de convergência entre diferentes espectros políticos, indicando que discursos que reforcem instituições democráticas podem ganhar espaço no debate público.
Com o primeiro turno se aproximando, os partidos ainda terão tempo para ajustar suas estratégias, enfatizando os atributos que mais ressoam com o eleitorado. A capacidade de apresentar propostas claras contra a corrupção e de reforçar o compromisso com a ordem democrática será decisiva para a disputa.








