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Mulher sobrevive a desabamento em Betrawati e surpreende equipe de resgate após rituais de luto

Em 5 de setembro de 2026, equipes de socorro encontraram Chandika Kumari Shrestha viva dentro da casa desabada em Betrawati, distrito de Nuwakot, no Nepal. A descoberta ocorreu dez dias após a família iniciar os rituais fúnebres, acreditando que a idosa já havia falecido nas enchentes que devastaram a região. O resgate foi concluído em menos de uma hora, trazendo esperança em meio a um cenário de destruição.

Enchentes e deslizamentos que transformaram Betrawati

Na primeira semana de setembro, chuvas intensas combinadas com o colapso de uma geleira provocaram inundações catastróficas em várias áreas do Nepal. Betrawati, vila tradicional de Nuwakot, foi uma das mais atingidas, com rios transbordando e lama branca cobrindo ruas e casas. Os deslizamentos de terra compactaram o solo como concreto, dificultando o acesso das equipes de emergência.

Os danos foram extensos: mercados, residências de até quatro andares e infraestrutura pública ficaram quase totalmente soterrados. Segundo autoridades, mais de 1,300 pessoas perderam a vida em todo o país, e milhares permanecem desaparecidas. O desastre gerou um fluxo contínuo de corpos levados pelas águas até os rios do distrito de Rasuwa.

  • Mais de 1,300 óbitos confirmados
  • 5 mil desaparecidos estimados
  • Centenas de corpos encontrados em estado avançado de decomposição
  • Destruição de mercados e edifícios residenciais

O resgate milagroso de Chandika Kumari Shrestha

A família de Chandika iniciou o luto tradicional, acendendo velas e realizando cerimônias, pois acreditavam que a senhora havia sido engolida pela lama. Contudo, no sábado, 5 de setembro, o sargento Darnal e sua equipe da Força Policial Armada (APF) iniciaram uma busca minuciosa na casa desabada.

Após 45 minutos de escavação cuidadosa, os socorristas encontraram a idosa presa em um pequeno espaço confinado, quase como uma bolsa de ar improvisada. Ela estava cercada por água e lama, mas ainda respirava. A equipe a retirou com delicadeza e a encaminhou imediatamente para um hospital militar.

O relato dos bombeiros destaca que a sobrevivência de Chandika foi possível graças à capacidade de reter ar em um pequeno compartimento e à resistência física de uma pessoa de idade avançada. O caso reforça a importância de buscas meticulosas, mesmo quando as condições parecem impossíveis.

Desafios das equipes de busca e outras vítimas

Além de Chandika, outras duas pessoas foram resgatadas de túneis e espaços estreitos nas últimas 24 horas. Um cidadão chinês foi encontrado próximo ao rio Trishuli, onde autoridades estimam que mais de 900 pessoas ainda estejam presas sob escombros ou na água. Um menino de oito anos também sobreviveu em condições extremas, demonstrando a resiliência humana diante da tragédia.

As equipes de resgate trabalham em turnos exaustivos, usando capacetes, pás e ferramentas de escuta para localizar possíveis sobreviventes. Em alguns momentos, eles utilizam apitos para chamar a atenção de quem ainda possa estar vivo dentro dos destroços.

Apesar dos esforços, o número de desaparecidos continua alarmante. As autoridades ainda revistam casas e áreas de risco, buscando corpos e sobreviventes. Cada nova descoberta traz alívio para famílias, mas também evidencia a magnitude da catástrofe.

Impactos sociais e perspectivas futuras

O desastre provocou um intenso movimento de solidariedade nacional e internacional. Organizações humanitárias enviaram suprimentos, equipes médicas e equipamentos de busca. O governo nepalês anunciou planos de reconstrução que incluem reforço de infraestruturas e realocação de comunidades vulneráveis.

Entretanto, a recuperação completa demandará tempo e recursos. A reconstrução de Betrawati e de outras áreas afetadas deverá levar anos, exigindo planejamento urbano que considere riscos de deslizamentos e inundações futuras. Especialistas recomendam a implementação de sistemas de alerta precoce e a reavaliação de políticas de uso do solo nas regiões montanhosas.

Enquanto isso, histórias como a de Chandika Kumari Shrestha inspiram esperança e reforçam a necessidade de manter a esperança viva, mesmo nos momentos mais sombrios. A comunidade local, ainda em luto, encontra força nas narrativas de sobrevivência e na ajuda mútua que se espalha pelos vilarejos.

Em resumo, o episódio evidencia a complexidade de desastres naturais em regiões de alta vulnerabilidade e a importância de respostas coordenadas, treinamento adequado e apoio contínuo às vítimas. O Nepal segue firme na missão de salvar vidas, honrar os que se foram e reconstruir um futuro mais seguro.

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