Na manhã de 13 de outubro de 2026, o papa Leão XIV foi submetido a uma cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar diagnosticado como adenocarcinoma. O procedimento ocorreu no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, e contou com a participação de uma equipe de especialistas de renome internacional.
Diagnóstico e preparação para a operação
Os exames de imagem realizados nas semanas que antecederam a intervenção revelaram a presença de um nódulo no pulmão direito do pontífice. Após a biópsia inicial, os resultados confirmaram a presença de câncer de pulmão, exigindo a remoção cirúrgica imediata. A equipe médica optou por uma abordagem minimamente invasiva, utilizando técnicas avançadas de cirurgia torácica videoassistida (VATS).
A decisão de operar foi tomada em conjunto com o próprio papa, que autorizou a intervenção após ser informado sobre os riscos e benefícios. A anestesia geral foi administrada por profissionais experientes, garantindo que o paciente permanecesse inconsciente e sem dor durante todo o procedimento.
Stefano Margaritora: o cirurgião responsável
Stefano Margaritora, diretor da Unidade de Cirurgia Torácica da Fundação Policlínica Universitária Agostino Gemelli, liderou a remoção do nódulo. Formado em Medicina pela Universidade Católica de Roma em 1985, ele completou residências em cirurgia geral e torácica, consolidando uma carreira dedicada ao tratamento de doenças torácicas.
Entre suas especialidades estão o diagnóstico e o tratamento cirúrgico de câncer de pulmão, nódulos pulmonares, enfisema e bronquiectasia. Margaritora já publicou mais de 400 artigos em revistas científicas internacionais e participa de organizações profissionais italianas, europeias e americanas.
- Diretor da Unidade de Cirurgia Torácica da Fundação Policlínica Universitária Agostino Gemelli
- Professor titular de Cirurgia Torácica na Universidade Católica do Sagrado Coração
- Especialista em técnicas VATS, uniportais e robóticas
- Autor de mais de 400 publicações científicas
Durante a cirurgia, que durou aproximadamente 90 minutos, Margaritora utilizou instrumentos de alta precisão para garantir a remoção completa do tumor, minimizando o trauma ao tecido pulmonar saudável. O procedimento foi concluído sem complicações, e o papa Leão XIV despertou normalmente na sala de recuperação.
Luigi Carbone: coordenação da equipe médica
Luigi Carbone, responsável pela coordenação geral da equipe que acompanhou o papa, não é o médico pessoal do pontífice, mas desempenha um papel crucial na organização dos cuidados de saúde. Ele atua como especialista em medicina de urgência e pronto-socorro e, desde junho de 2025, ocupa o cargo de chefe do Departamento de Saúde e Higiene do Vaticano.
Carbone viaja regularmente com o papa, garantindo que equipamentos de emergência e profissionais qualificados estejam sempre disponíveis. No caso da internação de outubro, ele supervisionou a logística hospitalar, a comunicação entre os diferentes setores e a continuidade dos cuidados pós-operatórios.
Além de sua atuação no Vaticano, Carbone ganhou notoriedade ao informar o público sobre o estado de saúde do papa Francisco durante crises médicas, sempre ao lado do enfermeiro de confiança Massimiliano Strappetti.
Desenvolvimento pós‑cirúrgico e perspectivas
Após a cirurgia, o papa Leão XIV foi transferido para seu quarto, onde permaneceu sob observação contínua. Os sinais vitais permaneceram estáveis, e não foram registradas complicações imediatas. A equipe de enfermagem monitorou a dor, a função respiratória e os marcadores tumorais, preparando o terreno para um tratamento oncológico complementar, se necessário.
Os especialistas ressaltam que a remoção completa do tumor aumenta significativamente as chances de cura, especialmente quando combinada com terapias adjuvantes como quimioterapia ou imunoterapia. O próximo passo será a realização de exames de imagem de controle para avaliar a presença de possíveis metástases.
O caso do papa Leão XIV ilustra a importância da integração entre tecnologia avançada, expertise cirúrgica e coordenação logística. A combinação das habilidades de Margaritora e Carbone demonstra como a medicina de alta complexidade pode ser aplicada com sucesso em situações de alta visibilidade pública.
Em resumo, a operação foi um marco para a comunidade médica italiana e para o Vaticano, reforçando o compromisso com a saúde do pontífice e destacando o papel dos profissionais que, nos bastidores, garantem a segurança e o bem‑estar dos pacientes mais emblemáticos do mundo.








