Home / Saúde / Aumento de casos de Mpox no Rio: governo intensifica vacinação e reforça vigilância

Aumento de casos de Mpox no Rio: governo intensifica vacinação e reforça vigilância

O Ministério da Saúde confirmou, neste sábado, 31 de outubro de 2026, o reforço no envio de vacinas contra a Mpox para o estado do Rio de Janeiro, em resposta ao crescimento acelerado de casos na capital fluminense. A medida vem acompanhada de um intensificado programa de vigilância ativa, coordenado entre a esfera federal, estadual e municipal.

Cenário atual da Mpox no Rio de Janeiro

Nos últimos dois meses, o Rio de Janeiro registrou 74 casos confirmados da doença, sendo 45 em setembro e 29 em outubro, de acordo com o Observatório Epidemiológico municipal. Esse número representa um aumento de mais de sete vezes em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados apenas dez casos.

Setembro de 2026 marcou o mês com o maior número de diagnósticos em um único período nos últimos três anos, indicando que a transmissão está se intensificando em áreas urbanas densas. Atualmente, dez pacientes permanecem internados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, localizado em Manguinhos, zona norte da cidade.

A Mpox, causada por um vírus da família Orthopoxvirinae, apresenta sintomas como febre alta, dores musculares intensas e lesões cutâneas que podem evoluir para bolhas. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou secreções de indivíduos infectados, bem como por contato com objetos contaminados, como roupas ou materiais de cama.

Medidas adotadas pelo Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou suas redes sociais para anunciar que o Ministério está mantendo “vigilância ativa” em parceria com estados e municípios. Essa estratégia inclui a intensificação da coleta de dados, o monitoramento de suspeitos e a ampliação da capacidade de diagnóstico nos laboratórios públicos.

Além da vigilância, o governo federal aumentou o volume de doses de vacina destinadas ao Rio de Janeiro, garantindo que as unidades de saúde locais tenham estoque suficiente para atender aos grupos de risco. O objetivo é conter a propagação da doença antes que novos surtos se consolidem.

Padilha ressaltou que, apesar do aumento recente de casos, a situação atual difere significativamente do surto de 2022, quando quase 11 mil brasileiros foram infectados. Em 2026, o Brasil registra 665 casos, número que, embora preocupante, ainda está muito abaixo do pico anterior.

Quem deve receber a vacina e como funciona o tratamento

A vacinação contra a Mpox continua direcionada a grupos específicos, definidos com base em vulnerabilidade e exposição ao vírus. Os principais grupos prioritários são:

  • Pessoas vivendo com HIV que apresentam comprometimento grave do sistema imunológico;
  • Profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus;
  • Indivíduos que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados;
  • Trabalhadores da saúde em unidades de atenção direta ao paciente;
  • Comunidades que apresentam alta densidade populacional e risco de transmissão.

Para quem não se enquadra nesses critérios, a vacina está disponível mediante avaliação médica e risco de exposição. O esquema vacinal recomendado inclui duas doses, aplicadas com intervalo de quatro semanas, proporcionando proteção eficaz contra a infecção.

Quanto ao tratamento, o SUS está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os pacientes com Mpox. Os protocolos clínicos incluem o uso de antivirais específicos, controle da dor e tratamento das lesões cutâneas para evitar complicações secundárias, como infecções bacterianas.

Os hospitais de referência, como o Instituto Evandro Chagas, contam com equipes multidisciplinares treinadas para manejar casos graves, garantindo suporte respiratório e cuidados intensivos quando necessário.

Além das ações de saúde, as autoridades reforçam a importância da comunicação clara e da educação da população. Campanhas de conscientização são veiculadas em mídia tradicional e digital, orientando sobre medidas de prevenção, como evitar contato próximo com pessoas infectadas, higienizar as mãos com frequência e desinfetar objetos potencialmente contaminados.

Em síntese, o governo federal, em conjunto com as esferas estaduais e municipais, está adotando uma abordagem integrada que combina reforço vacinal, vigilância epidemiológica intensificada e tratamento especializado. Essa estratégia visa não apenas conter o surto atual, mas também prevenir novas ondas de transmissão nos próximos meses.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loader-image
Guarulhos, BR
11:25 pm, nov 1, 2026
temperature icon 19°C
Encoberto
1016 mb
Hora
12:00 am
temperature icon
18°/19°°C 0 mm 38% 9 Km/h 95% 1014 mb 0 cm
3:00 am
temperature icon
18°/18°°C 0.18 mm 49% 6 Km/h 94% 1013 mb 0 cm
6:00 am
temperature icon
19°/19°°C 1.54 mm 78% 3 Km/h 95% 1015 mb 0 cm
9:00 am
temperature icon
20°/23°°C 1.57 mm 66% 6 Km/h 91% 1017 mb 0 cm
12:00 pm
temperature icon
20°/25°°C 0.19 mm 30% 11 Km/h 77% 1015 mb 0 cm
3:00 pm
temperature icon
23°/24°°C 0.21 mm 31% 13 Km/h 73% 1013 mb 0 cm
6:00 pm
temperature icon
21°/23°°C 0.02 mm 25% 8 Km/h 84% 1014 mb 0 cm
9:00 pm
temperature icon
20°/21°°C 0 mm 27% 6 Km/h 89% 1015 mb 0 cm