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Marco Rubio inicia turnê pela América Latina com visita à Colômbia para reforçar influência dos EUA

Na manhã desta terça‑feira, 8 de setembro, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, desembarcou em Barranquilla, na costa caribenha da Colômbia, marcando a primeira etapa de uma agenda diplomática que pretende ampliar a presença americana na região. A visita ocorre em um momento de intensas transformações políticas na América Latina, com governos de direita assumindo o poder em diversos países.

Objetivos da visita e contexto geopolítico

Segundo o Departamento de Estado, a missão tem duas metas principais: reforçar a cooperação na luta contra o narcoterrorismo e aprofundar os laços comerciais com a Colômbia, Equador e Peru. Esses países foram escolhidos porque mantêm governos alinhados ao presidente Donald Trump, facilitando a criação de uma frente unida contra o tráfico de drogas.

Além das questões de segurança, a agenda inclui discussões sobre investimentos em infraestrutura, energia renovável e tecnologia, áreas que os EUA consideram estratégicas para garantir influência econômica a longo prazo.

  • Combate ao narcoterrorismo
  • Fortalecimento de acordos comerciais
  • Cooperação em energia e tecnologia

Encontro com o presidente Abelardo de la Espriella

Rubio foi recebido pelo recém‑eleito presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, de 48 anos, que assumiu o cargo após uma campanha marcada por promessas de endurecer a política de segurança. De la Espriella, conhecido como “El Tigre”, chegou ao poder com a intenção de declarar guerra aberta aos grupos armados que ainda operam nas áreas rurais.

Em uma instalação militar em Barranquilla, o chanceler colombiano, Omar Bula, destacou que o encontro representa “o início de uma aliança estratégica com os Estados Unidos, nosso principal parceiro na região”. A reunião incluiu a assinatura de um memorando de entendimento que prevê exercícios militares conjuntos e o compartilhamento de inteligência.

Rubio enfatizou que os EUA buscam “uma relação de longo prazo com a Colômbia”, ressaltando que a parceria vai além da segurança e inclui projetos de desenvolvimento econômico que beneficiem ambos os países.

Estratégias de combate ao narcoterrorismo

O plano de De la Espriella para o primeiro mês de mandato já inclui bombardeios direcionados a rotas de tráfico nas florestas amazônicas, com o objetivo de desarticular os cartéis de cocaína. O governo colombiano também encerrou as negociações de paz com as Farc, grupo que havia sido mediado durante a administração anterior.

Em agosto, o chefe do SOUTHCOM, comando militar dos EUA responsável pela região, esteve em Bogotá para alinhar estratégias. As discussões resultaram na criação de uma força‑tarefa binacional que realizará patrulhas conjuntas nas fronteiras colombo‑peruanas e colombo‑equatorianas.

Além das operações aéreas, os EUA lançaram uma campanha de bloqueio marítimo no Caribe e no Pacífico oriental, visando embarcações suspeitas de transportar cocaína. Essa iniciativa, conhecida como “Escudo das Américas”, conta agora com a adesão do Peru, conforme comunicado por Rubio em artigo publicado em veículos de imprensa latino‑americanos.

  • Bombardeios seletivos nas rotas de tráfico
  • Patrulhas conjuntas nas fronteiras
  • Bloqueio marítimo de embarcações suspeitas

Repercussões regionais e a nova doutrina americana

A guinada à direita na América Latina tem coincidido com o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025. Desde então, governos conservadores assumiram o poder em Bolívia, Chile, Costa Rica e Honduras, adotando discursos de segurança que prometem combater o crime com medidas duras.

Esses governos têm se alinhado à chamada “doutrina Donroe”, uma atualização da Doutrina Monroe que, historicamente, declarava a América Latina como esfera de influência dos EUA. A nova versão enfatiza a necessidade de proteger o hemisfério contra ameaças transnacionais, como o tráfico de drogas e o terrorismo.

Rubio, de origem cubana e aberto crítico ao regime castrista, declarou que a América Latina e o Caribe são prioridade para a diplomacia americana. Ele prometeu visitar outros países da região após a mini‑turnê, reforçando a presença militar e econômica dos EUA.

Analistas apontam que a estratégia pode gerar resistência interna nos países visitados, especialmente entre movimentos sociais que temem perda de soberania. No entanto, os governos de direita têm usado a narrativa de segurança para legitimar acordos que aumentam a dependência dos Estados Unidos.

Em resumo, a visita de Marco Rubio à Colômbia marca o início de uma série de encontros que visam consolidar uma aliança estratégica entre Washington e os novos governos conservadores da América Latina, reforçando tanto a cooperação em segurança quanto os interesses comerciais dos EUA na região.

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