Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou, neste sábado (12), que o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva concentra 55% da intenção de voto em Pernambuco para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, foi divulgado entre os dias 8 e 10 de setembro, logo após o início oficial das campanhas eleitorais.
Contexto da pesquisa e metodologia
O estudo entrevistou 1.204 eleitores com idade a partir de 16 anos, representando uma amostra balanceada das diferentes regiões do estado. A margem de erro foi de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, parâmetros padrão para pesquisas de opinião no Brasil.
Além da margem de erro, o Datafolha informou que os números de registro na Justiça Eleitoral são PE-04411/2026 e BR-01833/2026, garantindo a transparência do processo. A pesquisa também contemplou cenários de primeiro e segundo turno, permitindo analisar possíveis reviravoltas caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta.
Resultados por candidato
Os números divulgados mostram a seguinte distribuição de intenção de voto no primeiro turno:
- Lula (PT): 55%
- Flávio Bolsonaro (PL): 24%
- Cury (MDB): 4%
- Renan (PSL): 2%
- Caiado (PSDB): 2%
Outros nomes que apareceram na lista de candidatos incluíram Zema, Samara, Edmilson Costa, Clariana, Hertz Dias, Marçal, Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi, embora suas porcentagens estejam abaixo de 1% e não tenham sido detalhadas no resumo da pesquisa.
Impacto da presença de Pablo Marçal
O instituto também testou um cenário hipotético que inclui Pablo Marçal (PRTB), atualmente inelegível por conta de uma condenação na Justiça Eleitoral. O TSE ainda não definiu se Marçal poderá concorrer, mantendo-o proibido de fazer propaganda na TV, participar de debates e utilizar recursos públicos até decisão final.
Segundo o Datafolha, a inclusão de Marçal não altera de forma significativa o panorama geral da disputa, mantendo Lula à frente e Flávio Bolsonaro como principal concorrente.
Simulação de segundo turno
Para entender como a corrida poderia se desenrolar em um eventual segundo turno, a pesquisa apresentou duas simulações. No primeiro cenário, Lula enfrenta Flávio Bolsonaro, mantendo a vantagem de 55% contra 24% no primeiro turno. No segundo cenário, Lula confronta um candidato de menor expressão, como Cury, mas a diferença permanece expressiva.
Essas simulações ajudam a visualizar a robustez da liderança de Lula no estado e a dificuldade que os demais candidatos terão para reverter o quadro.
Aprovação do governo e avaliação do presidente
Além das intenções de voto, o Datafolha mediu a aprovação do governo federal, que também se refletiu positivamente na imagem do presidente. A avaliação de Lula ficou acima da média nacional, reforçando sua posição dominante em Pernambuco.
Esses indicadores são relevantes porque, em campanhas presidenciais, a percepção de gestão costuma influenciar diretamente a escolha do eleitorado.
O que esperar das próximas semanas
Com a campanha oficial em curso, os candidatos ainda têm amplo espaço para intensificar suas estratégias de comunicação, visitar municípios e apresentar propostas específicas para o Nordeste. A presença de Flávio Bolsonaro, por exemplo, tem sido marcada por visitas a cidades do interior e pela tentativa de se aproximar de lideranças locais.
Por outro lado, a equipe de Lula deve focar na consolidação da base já estabelecida, reforçando políticas sociais e econômicas que foram bem recebidas pelos eleitores pernambucanos.
Observadores políticos apontam que, embora a diferença seja grande, a dinâmica eleitoral pode mudar caso ocorram escândalos, mudanças de alianças ou novas propostas de campanha que mobilizem eleitores indecisos.
Conclusão
Em síntese, a pesquisa Datafolha evidencia que, até o momento, o ex‑presidente Lula lidera confortavelmente a corrida presidencial em Pernambuco, com 55% de intenção de voto. Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição, mas ainda distante da margem necessária para desafiar a liderança. Os demais candidatos permanecem em patamares baixos, o que indica que, no curto prazo, a disputa tende a se concentrar nos dois principais nomes.
À medida que a campanha avança, será fundamental acompanhar novas pesquisas, debates e a evolução das estratégias de cada candidatura, fatores que podem influenciar o cenário antes da votação.








