Na manhã de domingo, 25 de outubro de 2026, Salvador registrou uma vitória expressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais. O pleito ocorreu na capital baiana, onde a disputa local refletiu um cenário diferente do panorama nacional, que ainda aguarda o segundo turno.
Resultado da votação em Salvador
Lula conquistou 944.358 votos, o que corresponde a 65,26% dos votos válidos na cidade. Flávio Bolsonaro ficou em segundo lugar, com 391.188 votos, representando 27,03% do total. O terceiro colocado foi o escritor Augusto Cury, do Avante, que recebeu 40.676 votos (2,81%).
Na sequência, Ronaldo Caiado, do PSD, obteve 36.320 votos (2,51%) e Renan Santos, da Missão, alcançou 29.219 votos (2,02%). O total de votos válidos somou 1.447.014, acrescido de 37.013 votos em branco e 77.566 nulos. A abstenção chegou a 393.886 eleitores, indicando que cerca de 27% do eleitorado não compareceu às urnas.
Crise no transporte público e intervenção do TRE-BA
O mesmo domingo, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após a retenção de ônibus que comprometeu o deslocamento dos eleitores até as seções eleitorais. A medida ocorreu no segundo turno, mas tem raízes no primeiro, quando a redução da frota gerou preocupação entre os partidos da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV).
A federação recorreu à Justiça Eleitoral alegando que a diminuição da oferta de transporte poderia impedir o voto livre e seguro. Em resposta, o TRE-BA ordenou a retomada imediata da circulação dos ônibus, com gratuidade para os passageiros, e fixou multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
Fiscalizações e autuações
Durante a fiscalização, o Procon da Bahia encontrou 55 ônibus da empresa OT Trans estacionados na garagem, embora pudessem estar em operação. O órgão autuou a companhia por violar normas de serviço público e por contribuir com a escassez de veículos nas ruas.
Passageiros relataram longas esperas, ônibus lotados e falta de informação sobre rotas. A prefeitura, liderada por Bruno Reis (União Brasil), atribuiu a situação inicial à presença de adesivos com propaganda eleitoral nos veículos, que teriam causado a retirada temporária da frota.
Após negociação com representantes sindicais, as empresas foram notificadas para garantir a disponibilidade dos ônibus e evitar novas interrupções. O TRE-BA encaminhou o caso aos órgãos competentes para apuração de possíveis responsabilidades criminais, enquanto a Polícia Civil ficou encarregada da fiscalização do cumprimento das medidas.
Impacto político e perspectivas para o segundo turno
O desempenho de Lula em Salvador reforça sua força nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, onde a base tradicional do PT continua consolidada. Por outro lado, a queda de Flávio Bolsonaro na capital baiana evidencia a dificuldade dos candidatos de direita em conquistar eleitores urbanos que priorizam serviços públicos eficientes.
Analistas políticos apontam que a crise no transporte pode se tornar um ponto de debate no segundo turno, especialmente se outras capitais enfrentarem problemas semelhantes. A mobilização de partidos e movimentos sociais em torno da garantia de acesso ao voto deverá intensificar-se nas próximas semanas.
Enquanto isso, a disputa nacional segue equilibrada, com Lula e Flávio Bolsonaro mantendo posições de liderança nos índices gerais. O resultado de Salvador, porém, demonstra que questões locais, como a qualidade do transporte público, podem influenciar decisivamente o comportamento do eleitorado.
- Lula: 944.358 votos (65,26%)
- Flávio Bolsonaro: 391.188 votos (27,03%)
- Augusto Cury (Avante): 40.676 votos (2,81%)
- Ronaldo Caiado (PSD): 36.320 votos (2,51%)
- Renan Santos (Missão): 29.219 votos (2,02%)
Em resumo, a capital baiana mostrou que a combinação de liderança política e eficiência nos serviços públicos pode gerar resultados expressivos nas urnas. O desfecho do segundo turno dependerá, em grande parte, da capacidade dos candidatos de responder às demandas locais e garantir condições adequadas para que todos os eleitores exerçam seu direito ao voto.








