Na terça‑feira, 3 de novembro, os eleitores americanos vão às urnas para decidir o futuro de 35 cadeiras do Senado nas eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O resultado determinará se o Partido Republicano, que atualmente detém 53 assentos, manterá a maioria ou se os democratas conseguirão virar o placar. O embate será especialmente intenso em oito estados‑chave, onde a disputa está muito equilibrada.
Alasca: a corrida entre a moderada Mary Peltola e o aliado de Trump
O Alasca, tradicionalmente republicano, tem a democrata Mary Peltola como principal concorrente. Peltola, ex‑representante e primeira nativa eleita para o Congresso, apresenta um perfil moderado que agrada tanto comunidades indígenas quanto setores da indústria de petróleo e gás.
Do outro lado, o senador republicano Dan Sullivan, em seu terceiro mandato, tenta associar Peltola ao establishment de Washington, acusando-a de ser contra a exploração de combustíveis fósseis. Além disso, a presença de um candidato quase homônimo, Dan J. Sullivan Jr., pode dividir o voto republicano e gerar confusão na cédula.
Iowa: a disputa entre a conservadora Ashley Hinson e o paralímpico Josh Turek
Iowa, que votou em Trump com 13 pontos de diferença nas últimas eleições, está sob foco dos democratas devido à vulnerabilidade de Michigan. A deputada federal republicana Ashley Hinson, ex‑apresentadora de TV, conta com o apoio de Trump e destaca seu histórico conservador.
Já o democrata Josh Turek, deputado estadual e bicampeão paralímpico de basquete em cadeira de rodas, tenta construir uma imagem de moderado e usar sua trajetória esportiva para atrair eleitores. A estratégia democrata foca no descontentamento agrícola, apontando tarifas e aumento de custos como principais problemas.
Kansas e Maine: desafios para os dois lados
No Kansas, o senador republicano Adam Hamilton enfrenta o democrata Roger Marshall, que busca capitalizar a insatisfação rural com questões de saúde e educação. Ambos os candidatos adotam discursos que ressaltam valores tradicionais, mas o clima econômico pode favorecer o candidato que oferecer soluções práticas.
Em Maine, a disputa gira em torno da popularidade do independente Angus King, que tem apoio tanto de democratas quanto de alguns republicanos moderados. A corrida pode definir se o estado mantém um voto independente ou se volta ao alinhamento partidário.
Michigan, Ohio, Texas e Carolina do Norte: os estados decisivos
Michigan está no centro da atenção, pois seu senador democrata enfrenta um forte desafio republicano que tenta retomar a bancada que perdeu em 2022. A economia automobilística e a inflação são temas centrais.
Ohio, tradicional red‑state, tem um senador republicano vulnerável devido a escândalos locais e ao aumento dos preços de energia. Os democratas esperam ganhar terreno ao prometer investimentos em infraestrutura.
Em Texas, apesar da histórica predominância republicana, o rápido crescimento demográfico de eleitores jovens e latinos cria oportunidades para os democratas. A questão da energia e das políticas ambientais está em destaque.
Carolina do Norte, com sua população em crescimento, apresenta uma corrida apertada entre o incumbente republicano e um candidato democrata que foca em educação e saúde pública.
Os oito estados‑chave podem ser resumidos em:
- Alasca
- Iowa
- Kansas
- Maine
- Michigan
- Ohio
- Texas
- Carolina do Norte
Se os democratas conseguirem virar quatro dessas cadeiras, poderão romper a maioria republicana e influenciar diretamente a agenda do presidente Donald Trump nos próximos dois anos. O cenário político está, portanto, mais incerto do que nunca, e cada voto contará para definir o futuro legislativo dos Estados Unidos.








