Uma pesquisa recente realizada pela Quaest revelou que, na percepção da maioria dos eleitores, Flávio Bolsonaro tem maior probabilidade de reduzir a carga tributária, enquanto Lula é visto como o candidato mais provável de preservar os programas sociais. O levantamento foi divulgado na quinta‑feira, 22 de outubro, e abrangeu entrevistas realizadas entre 17 e 20 de outubro em todo o país.
Perfil dos candidatos segundo a pesquisa
A amostra incluiu 2.154 pessoas com idade a partir de 16 anos, representando diferentes regiões e classes sociais. A margem de erro foi de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, garantindo robustez estatística ao resultado. Os dois principais concorrentes ficaram em empate técnico no quesito intenção de voto, mas diferem significativamente em questões econômicas e democráticas.
Flávio Bolsonaro recebeu a maior parte das menções quando os entrevistados foram questionados sobre quem poderia reduzir impostos. Esse resultado reflete uma percepção de que seu discurso liberal pode favorecer a diminuição da carga tributária sobre empresas e consumidores.
Por outro lado, Lula foi apontado como o candidato com maior chance de manter os programas sociais já existentes, como o Bolsa Família e o Auxílio‑Emergência. Essa avaliação está alinhada ao histórico do atual presidente, que tem priorizado políticas de transferência de renda.
Percepções sobre economia e democracia
Além das questões fiscais, a pesquisa abordou a capacidade dos candidatos de influenciar o preço dos alimentos e o endividamento das famílias. Embora os dados específicos não tenham sido divulgados em detalhes, a tendência geral indica que Flávio Bolsonaro também foi associado a uma maior probabilidade de reduzir os preços dos alimentos.
Quando o tema foi risco à democracia, Flávio Bolsonaro recebeu mais menções como potencial ameaça, segundo os entrevistados. Essa percepção pode estar ligada a debates recentes sobre o papel das instituições e a polarização política no país.
- Tem maior chance de reduzir impostos: Flávio Bolsonaro
- Representa maior risco à democracia: Flávio Bolsonaro
- Tem maior chance de reduzir os preços dos alimentos: Flávio Bolsonaro (segundo tendência)
- Tem maior chance de resolver o endividamento das famílias: Flávio Bolsonaro (segundo tendência)
- Tem maior chance de dar continuidade aos programas sociais: Lula
Esses pontos evidenciam uma divisão clara entre as expectativas econômicas e as preocupações institucionais dos eleitores. Enquanto a proposta de redução de impostos é vista como positiva por um segmento, há um alerta quanto ao possível impacto sobre a estabilidade democrática.
Impactos e próximos passos da campanha
Os resultados da Quaest chegam em um momento crítico da campanha presidencial, com os candidatos intensificando a presença nas redes sociais e nos comícios. As informações podem influenciar estratégias de comunicação, especialmente no que tange a mensagens sobre política fiscal e proteção social.
Para Flávio Bolsonaro, o desafio será reforçar a confiança de que a redução de impostos não comprometerá os serviços públicos, ao mesmo tempo em que precisa mitigar a percepção de risco democrático. Já Lula deverá enfatizar a continuidade dos programas sociais como pilar de sua agenda, buscando consolidar o apoio dos eleitores mais vulneráveis.
Analistas apontam que a combinação de fatores econômicos e institucionais pode definir a dinâmica das próximas semanas. A capacidade de cada candidato de articular propostas claras e responder às preocupações do eleitorado será decisiva para transformar percepções em votos efetivos.
Além disso, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR‑08535/2026, garantindo transparência e possibilitando auditoria futura. A divulgação dos números também serve como referência para outras pesquisas que venham a ser realizadas ao longo do período eleitoral.
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Em síntese, a pesquisa Quaest destaca duas linhas de expectativa distintas: a esperança de alívio fiscal associada a Flávio Bolsonaro e a segurança de manutenção de políticas sociais vinculada a Lula. Como essas percepções evoluirão até o dia da votação dependerá das estratégias adotadas, dos debates públicos e da capacidade de cada candidato de construir uma narrativa que ressoe com as necessidades da população.








