Na noite de sexta‑feira (11), a tirolesa instalada na Cidade do Rock, dentro do festival RIR, parou de funcionar em diversos momentos, deixando alguns participantes suspensos no meio do trajeto. O incidente ocorreu durante a apresentação da banda Nexz e mobilizou a equipe de apoio, que precisou resgatar os usuários da atração.
Falha técnica e causas apontadas
A operadora da tirolesa explicou que o travamento costuma acontecer quando o peso do usuário está abaixo do limite mínimo estabelecido ou quando há ventos fortes que interferem no movimento do cabo. Segundo a funcionária responsável, “quando não há vento, a descida ocorre normalmente”.
Além do peso, outros fatores podem influenciar o desempenho da atração, como a manutenção do equipamento e a calibração dos sensores de segurança. Em situações de vento, o sistema pode interromper a operação automaticamente para evitar riscos.
- Usuário muito leve – o cabo não gera atrito suficiente para a descida.
- Vento forte – o movimento do cabo é instável, acionando o mecanismo de parada.
- Falhas de sensor – detectam anomalias e interrompem o percurso.
- Manutenção inadequada – desgaste de peças pode provocar travamentos.
Os responsáveis ressaltaram que a tirolesa passa por inspeções diárias, mas que condições climáticas adversas podem superar os protocolos de segurança.
Reação do público e apoio da equipe
Alguns usuários demonstraram ansiedade ao ficarem suspensos, especialmente uma mulher que chegou a expressar medo intenso. A equipe de apoio chegou rapidamente ao local, oferecendo apoio verbal e físico para tranquilizar os participantes.
Os funcionários utilizaram cordas de segurança e dispositivos de ancoragem para descer as pessoas com calma, evitando movimentos bruscos que pudessem agravar a situação. Cada resgate durou entre dois e quatro minutos, dependendo da altura e da condição do vento.
O público que assistia ao show também colaborou, formando uma fila organizada ao redor da atração para garantir espaço suficiente às equipes de resgate. Muitos elogiaram a rapidez e a postura profissional dos colaboradores, destacando que a situação foi resolvida sem lesões.
Impactos e medidas preventivas para futuros eventos
O incidente gerou discussões sobre a necessidade de reforçar as normas de segurança em atrações radicais dentro de festivais. Organizações de eventos têm avaliado a possibilidade de adotar limites de peso mais rígidos e de monitorar as condições climáticas em tempo real.
Especialistas recomendam a implantação de sistemas de alerta precoce que suspendam a operação da tirolesa antes que o vento atinja níveis críticos. Além disso, sugerem treinamentos recorrentes para a equipe de apoio, focados em técnicas de evacuação rápida e comunicação eficaz com o público.
Para os organizadores do RIR, a prioridade será revisar os protocolos de inspeção e garantir que todas as atrações cumpram as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A expectativa é que, nos próximos anos, eventos semelhantes adotem tecnologias de monitoramento meteorológico integradas ao controle das atrações.
Enquanto isso, o festival segue com sua programação, mas mantém a tirolesa temporariamente fora de operação até a conclusão de uma auditoria completa. Os visitantes foram orientados a conferir as atualizações no aplicativo oficial do evento e nas redes sociais.








