A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) traz o panorama das intenções de voto dos eleitores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal para a disputa presidencial de 2026, tanto no primeiro turno quanto em possíveis cenários de segundo turno. O estudo, encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, foi realizado entre 8 e 10 de setembro, com nível de confiança de 95%.
Preferências por estado no primeiro turno
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 35% das intenções de voto, seguido de perto por Lula (PT), que registra 33%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. No Rio de Janeiro, a vantagem de Flávio amplia para 39%, enquanto Lula permanece em 35%, com margem de erro de 3 pontos.
Já em Minas Gerais, o cenário se inverte: Lula encabeça com 37% e Flávio acompanha com 35%, ambos dentro da margem de erro de 3 pontos. Em Pernambuco, o candidato do PT amplia ainda mais sua liderança, alcançando 55% de apoio, enquanto Flávio registra 24%.
No Distrito Federal, Flávio Bolsonaro volta a aparecer na frente, com 40% das preferências, e Lula segue em segundo, com 32%, novamente dentro da margem de erro de 3 pontos.
Cenários de segundo turno
As simulações de segundo turno apontam para duelos intensos entre Lula e Flávio Bolsonaro nas cinco unidades federativas analisadas. Em São Paulo, a disputa se equilibra, com ambos os candidatos alcançando cerca de 34% nas projeções, refletindo a competitividade do eleitorado paulista.
No Rio de Janeiro, o segundo turno favorece Flávio, que mantém vantagem de 4 pontos sobre Lula. Em Minas Gerais, a margem é ainda mais estreita, com Lula à frente por apenas 2 pontos, indicando um eleitorado volátil que pode mudar de preferência nas próximas semanas.
Em Pernambuco, o cenário é decisivo para o PT, que lidera com 58% contra 22% de Flávio, enquanto no Distrito Federal, Flávio mantém a liderança com 41% frente a 31% de Lula. Essas projeções reforçam a importância de campanhas regionais e alianças estratégicas.
Avaliação do governo Lula
Além das intenções de voto, a pesquisa também perguntou aos entrevistados como avaliam a gestão do atual presidente. Aproximadamente 48% dos respondentes aprovam o governo, enquanto 42% manifestam desaprovação, e 10% permanecem indecisos.
Os indicadores de aprovação variam significativamente entre as regiões. Em São Paulo, a aprovação do governo chega a 45%, enquanto no Rio de Janeiro a desaprovação supera a aprovação, atingindo 49% contra 38%.
Em Minas Gerais, a aprovação registra 51%, refletindo um cenário mais favorável ao PT, enquanto em Pernambuco a desaprovação atinge 55%, indicando um terreno mais desafiador para o governo. No Distrito Federal, a aprovação e desaprovação ficam quase equilibradas, com 47% a favor e 45% contra.
Metodologia, margem de erro e fontes
O levantamento foi conduzido por telefone e face a face, abrangendo uma amostra representativa de eleitores de cada estado. A margem de erro varia entre 2 e 3 pontos percentuais, conforme a densidade populacional e o tamanho da amostra em cada região.
Os resultados foram publicados em links individuais para cada estado, permitindo que os leitores acessem a pesquisa completa e verifiquem os detalhes metodológicos. A transparência dos dados reforça a credibilidade da pesquisa e possibilita análises comparativas com outras sondagens.
É importante notar que a pesquisa reflete o momento específico entre 8 e 10 de setembro, e as preferências podem mudar à medida que as campanhas avançam, novos debates surgem e alianças políticas são formalizadas.
- São Paulo: Flávio Bolsonaro 35% – Lula 33% (margem de erro 2%)
- Rio de Janeiro: Flávio Bolsonaro 39% – Lula 35% (margem de erro 3%)
- Minas Gerais: Lula 37% – Flávio Bolsonaro 35% (margem de erro 3%)
- Pernambuco: Lula 55% – Flávio Bolsonaro 24% (margem de erro 3%)
- Distrito Federal: Flávio Bolsonaro 40% – Lula 32% (margem de erro 3%)
Os analistas políticos destacam que o desempenho de Flávio Bolsonaro em São Paulo e no Distrito Federal pode indicar uma estratégia de fortalecimento nas áreas metropolitanas, enquanto o PT mantém bases sólidas em Minas Gerais e Pernambuco, onde os números de Lula são expressivos.
Com a campanha presidencial ainda em fase inicial, os candidatos devem intensificar a presença nas mídias digitais, realizar comícios regionais e buscar alianças com partidos menores para ampliar seu alcance. A disputa promete ser uma das mais acirradas da história recente do Brasil.








