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Como o TRE-DF prepara as urnas eletrônicas para o segundo turno das eleições 2026 no exterior

Com apenas 21 dias entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) intensifica a logística para garantir que as urnas eletrônicas enviadas ao exterior estejam prontas para a nova disputa. O processo ocorre entre setembro e outubro, envolvendo servidores diplomáticos e técnicos especializados que operam em diversas cidades ao redor do mundo.

Preparação das urnas antes do primeiro turno

Antes de enviar os equipamentos ao exterior, o TRE-DF inclui duas mídias de armazenamento em cada pacote de urnas. Cada mídia funciona como um pendrive que contém as informações dos candidatos, as listas de partidos e os dados necessários para a exibição nas telas de votação.

Essas mídias são preparadas em duas versões distintas: uma para o primeiro turno e outra para o segundo. A separação evita a necessidade de troca de dispositivos entre os turnos, reduzindo riscos de atrasos ou falhas técnicas.

Os servidores responsáveis pela configuração das urnas são treinados em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, garantindo que saibam inserir os arquivos corretamente e realizar testes de funcionamento antes da abertura das seções de voto.

Transição entre os turnos no exterior

Ao contrário do que acontece no território nacional, as urnas enviadas ao exterior não retornam ao Brasil entre os turnos. Elas permanecem nos pontos de votação estrangeiros, já carregadas com a mídia do segundo turno.

Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finaliza o resultado do primeiro turno e define os candidatos que avançam, o arquivo contendo essas informações é enviado imediatamente aos servidores instalados nos consulados e embaixadas.

Esses servidores, por sua vez, carregam o novo arquivo na mídia já presente na urna, permitindo que o equipamento reconheça e exiba os candidatos do segundo turno sem necessidade de substituição física.

  • Recebimento do arquivo oficial do TSE;
  • Transferência para a mídia de segundo turno;
  • Teste de integridade e funcionamento da urna;
  • Liberação da urna para a votação.

Essa sequência garante que a urna esteja pronta poucos dias antes da data de votação, mantendo a integridade dos dados e a segurança do processo.

Desafios logísticos e contingências

O transporte das urnas até os pontos de votação no exterior representa um risco significativo de danos aos componentes eletrônicos. Vibrações, variações de temperatura e manuseio inadequado podem comprometer o funcionamento dos dispositivos.

Para mitigar esse risco, o TRE-DF enviou 15 urnas-reserva, conhecidas como urnas de contingência, que podem ser ativadas caso alguma das urnas titulares apresente falha. Essas urnas de reserva são programadas para operar exclusivamente no segundo turno, caso necessário.

Durante o primeiro turno, 29 urnas foram identificadas com falhas ou danos. As urnas de contingência substituíram parte dessas unidades, assegurando que a votação no exterior não fosse interrompida.

Além disso, a própria tecnologia das urnas eletrônicas exige que elas tenham sido utilizadas no primeiro turno para “girar” e reconhecer a mídia do segundo turno. Essa característica impede que uma urna nova, nunca acionada, carregue diretamente os dados do segundo turno, reforçando a necessidade de manter as mesmas máquinas em uso.

Participação dos eleitores brasileiros no exterior

Em 2026, aproximadamente 918 mil brasileiros residentes no exterior estavam aptos a votar. Contudo, a taxa de comparecimento foi baixa, com apenas 341 mil eleitores comparecendo ao voto, representando 62,69% de abstenção no primeiro turno.

O voto no exterior é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos. Quem não comparecer deve justificar a ausência, sob pena de multa ou restrição de direitos políticos.

Vale lembrar que os eleitores no exterior votam exclusivamente para presidente da República, nos dois turnos. Não há envio de urnas para eleições municipais, como a de 2024, o que simplifica a logística, mas também reduz a motivação de participação.

Para facilitar o acesso à informação, o g1 disponibiliza um canal no WhatsApp, onde os eleitores podem acompanhar atualizações sobre o processo eleitoral, horários de votação e orientações de segurança.

O TRE-DF continua monitorando a situação em tempo real, ajustando procedimentos e reforçando a capacitação dos servidores diplomáticos para garantir que a democracia brasileira seja exercida plenamente, mesmo a milhares de quilômetros de distância.

Assim, a combinação de planejamento antecipado, tecnologia de mídia dupla e contingências robustas assegura que as urnas eletrônicas no exterior estejam prontas para registrar o voto dos brasileiros no segundo turno das eleições de 2026.

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