Maria Bethânia abre a quarta edição do festival Clássicos do Brasil, que acontece nos finais de semana de 28 e 29 de novembro e 5 e 6 de dezembro, na Marina da Glória, Rio de Janeiro. O evento reúne 12 artistas consagrados da música nacional, incluindo Caetano Veloso, Alexandre Pires e o grupo Paralamas do Sucesso.
Programação e principais atrações
O festival está dividido em quatro dias de shows intensos, com duas apresentações por dia. No sábado, 28 de novembro, Maria Bethânia será a primeira artista a subir ao palco, seguida por Alceu Valença e Vanessa da Mata. No domingo, 29 de novembro, o público poderá curtir performances de Alexandre Pires, Fábio Jr. e o pagodeiro Ferrugem.
O segundo fim de semana traz novos nomes ao cenário. No sábado, 5 de dezembro, Paulo Ricardo, Péricles e o icônico Roupa Nova se apresentam, reforçando a proposta de celebrar carreiras de décadas. No domingo, 6 de dezembro, Caetano Veloso fecha a edição, ao lado dos Paralamas do Sucesso e do virtuoso Pepeu Gomes.
- 28 de novembro – abertura com Maria Bethânia, Alceu Valença e Vanessa da Mata
- 29 de novembro – Alexandre Pires, Fábio Jr. e Ferrugem
- 5 de dezembro – Paulo Ricardo, Péricles e Roupa Nova
- 6 de dezembro – Caetano Veloso, Paralamas do Sucesso e Pepeu Gomes
Conceito do festival e sua trajetória
Idealizado pela empresa Peck, o Clássicos do Brasil tem como missão homenagear artistas que já acumularam quatro, cinco ou até seis décadas de carreira. O foco está na qualidade da obra, na relevância cultural e na capacidade de influenciar novas gerações. Por isso, nomes como Caetano Veloso e Maria Bethânia são pilares do projeto, representando a história viva da música brasileira.
Embora a maioria dos participantes tenha longas trajetórias, o line‑up também inclui talentos mais recentes. Ferrugem, que iniciou sua carreira em 2009 e ganhou projeção nacional em 2014, exemplifica a abertura do festival a novas vozes dentro de um contexto de tradição.
História recente e expansão geográfica
A edição carioca de 2025 teve como mote a celebração de álbuns emblemáticos, como “A tábua de esmeralda” de Jorge Ben Jor (1974) e “Olho de peixe” de Lenine e Marcos Suzano (1993). Essa abordagem reforçou a ideia de que o festival não apenas apresenta shows, mas também cria diálogos entre diferentes períodos da música brasileira.
Desde 2023, o Clássicos do Brasil acontece anualmente no Rio de Janeiro, mas a proposta ganhou novas casas a partir de 2025, quando a edição de Recife (PE) foi lançada. Essa expansão demonstra a aceitação do público em diferentes regiões e a capacidade do festival de adaptar seu formato a diferentes públicos, sem perder a essência de celebrar a história musical do país.
Além dos shows, a organização oferece workshops, debates e exposições que abordam a trajetória dos artistas convidados. Essa camada educativa reforça o compromisso do festival com a preservação cultural e o estímulo ao estudo da música popular brasileira nas universidades e escolas de arte.
Impacto cultural e expectativas para 2026
Especialistas apontam que o Clássicos do Brasil tem um papel crucial na manutenção da memória coletiva da música nacional. Ao reunir artistas de diferentes gerações em um mesmo palco, o festival cria pontes entre o passado e o futuro, incentivando colaborações inesperadas e novas interpretações de clássicos.
Para 2026, a expectativa é que a presença de Caetano Veloso no encerramento atraia um público ainda maior, tanto presencial quanto online, já que o festival tem investido em transmissões ao vivo e plataformas digitais. A cobertura da mídia nacional e internacional também deve crescer, ampliando o alcance da iniciativa.
Os organizadores ainda prometem novidades para a próxima edição, como a inclusão de um espaço dedicado a artistas emergentes e a criação de um programa de residência artística que permitirá a composição de novas obras inspiradas nos clássicos apresentados.








