A Claro começou a avisar seus assinantes de telefonia móvel sobre a disponibilidade de um novo serviço que bloqueia chamadas de telemarketing abusivo. O comunicado foi enviado neste domingo, 13 de setembro, por meio de mensagens SMS. A iniciativa coloca a operadora ao lado da Vivo, que já oferece tecnologia similar há mais de um ano e meio.
Como funciona o Claro Anti Spam
O mecanismo de filtragem atua diretamente na rede da operadora, impedindo que a chamada indesejada sequer toque o aparelho do usuário. Quando a chamada é identificada como potencial telemarketing, o sistema a descarta antes de chegar ao cliente.
Essa abordagem difere dos aplicativos de bloqueio instalados pelos usuários, pois não depende de configuração ou atualização por parte do consumidor. O processo ocorre de forma automática, garantindo que a proteção seja contínua e uniforme em toda a base de assinantes.
- Identificação em tempo real das chamadas suspeitas;
- Bloqueio antes da conexão ao dispositivo;
- Operação totalmente transparente ao usuário final.
Embora a Claro ainda não tenha divulgado detalhes técnicos, a nomenclatura oficial do serviço é “Claro Anti Spam”. Até o momento, a empresa não respondeu às solicitações de entrevista, o que indica que informações adicionais podem surgir ao longo da semana.
Impacto para os consumidores
De acordo com a Anatel, o Brasil possui cerca de 279,2 milhões de linhas de telefonia móvel. Todas essas linhas foram incluídas automaticamente no novo serviço, que, por determinação regulatória, deve ser oferecido gratuitamente a todos os clientes – sejam eles pós‑pago, controle ou pré‑pago.
A Claro adotou o modelo de opt‑out, ou seja, quem não quiser participar deverá manifestar sua decisão por meio do link enviado no SMS. Essa estratégia garante que a maioria dos usuários permaneça protegida, a menos que optem explicitamente por desativar a funcionalidade.
Para quem decide permanecer no programa, os benefícios são claros: menos interrupções, menos tempo desperdiçado atendendo ligações indesejadas e maior tranquilidade ao usar o celular para chamadas pessoais ou profissionais.
Além disso, a filtragem na rede reduz a carga sobre o aparelho, já que chamadas bloqueadas não consomem bateria nem recursos de processamento. Essa economia pode ser particularmente relevante para usuários de dispositivos mais antigos ou com baterias já desgastadas.
Reações do mercado e perspectivas
A iniciativa da Claro reacende uma disputa que já estava em curso entre as grandes operadoras. Quando a Vivo lançou seu antispam, outras empresas, como TIM e Oi, tentaram contestar a tecnologia, alegando questões de concorrência e privacidade. Contudo, após duas decisões da Anatel que incentivaram a pacificação do tema, as operadoras passaram a adotar soluções semelhantes.
O anúncio de que a TIM também está desenvolvendo uma ferramenta anti‑telemarketing indica que a tendência de bloqueio de chamadas indesejadas deve se consolidar no mercado brasileiro. Essa movimentação pode levar a um cenário em que o telemarketing tradicional perca ainda mais eficácia, forçando o setor a buscar alternativas mais criativas para alcançar consumidores.
Especialistas apontam que a regulação da Anatel tem papel fundamental nesse processo. Ao tornar o serviço obrigatório e gratuito, a agência garante que todos os usuários tenham acesso à proteção, independentemente da operadora escolhida. Essa medida também pressiona as empresas a aprimorarem seus algoritmos de detecção, evitando falsos positivos que poderiam bloquear chamadas legítimas.
Do ponto de vista comercial, a adoção do anti‑spam pode ser usada como diferencial competitivo. Operadoras que comunicam de forma clara os benefícios do recurso tendem a melhorar a percepção de valor junto aos clientes, reduzindo churn e aumentando a satisfação.
Em suma, a Claro, ao seguir os passos da Vivo, reforça o compromisso com a experiência do usuário e demonstra que a guerra contra o telemarketing está longe de terminar. O que se observa agora é uma corrida tecnológica para oferecer a solução mais eficaz, ao mesmo tempo em que se respeita a privacidade e os direitos dos consumidores.








