Na manhã da última terça‑feira, 8 de setembro, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, informou que a radioterapia adotada para conter o avanço de seu câncer de próstata está produzindo os resultados esperados. A declaração foi feita em sua conta oficial no X, antiga rede Twitter, e trouxe alívio a milhares de seguidores que acompanham sua luta contra a doença.
Tratamento e resultados
Biden explicou que o protocolo de radioterapia, iniciado logo após o diagnóstico em maio de 2025, tem sido eficaz na redução das lesões ósseas associadas ao tumor. Ele ressaltou que, apesar da agressividade inicial da doença, a resposta ao tratamento tem sido “como esperado”, segundo os médicos que acompanham o caso.
Além da radioterapia, o ex‑presidente segue um regime de terapia hormonal, indicado para diminuir a produção de testosterona e, consequentemente, retardar o crescimento das células cancerígenas. Em entrevistas recentes, ele elogiou a equipe multidisciplinar que inclui oncologistas, radiologistas e enfermeiros especializados.
O próprio Biden agradeceu publicamente aos profissionais de saúde, descrevendo‑os como “pilares fundamentais” que lhe permitem continuar com suas atividades cotidianas. Entre essas atividades, ele destacou a escrita de sua autobiografia, projeto que ele afirma ser essencial para refletir sobre sua trajetória presidencial.
Apelo à prevenção e dados epidemiológicos
Em seu post, Biden enfatizou a necessidade de diagnóstico precoce como fator decisivo para a eficácia do tratamento. Ele alertou que homens na faixa dos 50 anos devem realizar exames regulares de PSA (antígeno prostático específico) para detectar alterações antes que o câncer se torne avançado.
O ex‑presidente também trouxe à tona dados alarmantes sobre a incidência da doença entre a população negra nos Estados Unidos, que apresenta 70% mais probabilidade de desenvolver câncer de próstata em comparação com homens brancos. Essa disparidade, segundo especialistas, está ligada a fatores genéticos, socioeconômicos e de acesso a serviços de saúde.
Para facilitar a compreensão do público, Biden listou quatro recomendações simples que podem ajudar na detecção precoce:
- Realizar exame de PSA anualmente a partir dos 45 anos, ou aos 40 anos se houver histórico familiar.
- Manter uma dieta rica em frutas, legumes e fibras, reduzindo o consumo de carnes vermelhas e alimentos processados.
- Praticar atividade física regular, pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana.
- Consultar um médico ao notar sintomas como dificuldade para urinar, sangue na urina ou dor persistente na região lombar.
Essas orientações foram elaboradas em parceria com organizações de saúde como a American Cancer Society e o National Institute of Health.
Histórico de saúde de Biden e impactos políticos
O diagnóstico de Biden em maio de 2025 revelou uma forma agressiva de câncer de próstata, já com metástases ósseas. Quatro meses depois, ele divulgou que o plano de tratamento incluía radioterapia e terapia hormonal, medidas que visavam controlar a disseminação das células malignas.
Em outubro do mesmo ano, um porta‑voz do ex‑mandatário informou que ele continuava a seguir o regime terapêutico, ao mesmo tempo em que agradecia as mensagens de apoio recebidas de cidadãos e lideranças internacionais. Biden escreveu que a doença “afeta todos ao seu redor”, reforçando a solidariedade que recebeu.
Além do câncer de próstata, Biden enfrentou outros desafios de saúde ao longo de sua carreira. Em setembro de 2023, ele passou por cirurgia para remover células cancerígenas da pele, e, no ano anterior, teve uma lesão cutânea diagnosticada como maligna durante um exame de rotina no Salão Oval.
Esses episódios de saúde foram amplamente cobertos pela mídia, gerando debates sobre a idade avançada dos presidentes americanos. Até a volta de Donald Trump à Casa Branca, Biden foi o presidente mais velho a assumir o cargo, o que suscitou discussões sobre a aptidão física e mental para o cargo máximo.
Mesmo com as adversidades, o ex‑presidente manteve um calendário ativo de compromissos públicos, incluindo encontros com líderes mundiais, visitas a hospitais e participação em eventos de arrecadação de fundos para a pesquisa oncológica. Sua postura tem sido vista como um exemplo de resiliência e de como enfrentar desafios de saúde com transparência.
O filho de Biden, Hunter, também comentou publicamente sobre a gravidade da doença, descrevendo a fase avançada como “muito dolorosa” e alertando sobre a necessidade de apoio emocional e familiar. Essa declaração trouxe à tona a importância do suporte psicológico para pacientes com câncer avançado.
Especialistas em oncologia apontam que a história de Biden pode servir de caso de estudo sobre a eficácia da combinação de radioterapia e terapia hormonal em pacientes com metástases ósseas. Estudos recentes sugerem que essa abordagem pode melhorar a sobrevida global e a qualidade de vida.
Por fim, a mensagem de Biden reforça a ideia de que a luta contra o câncer não é apenas individual, mas coletiva. Ele concluiu que, assim como ele e sua esposa Jill aprenderam a ser mais fortes nos momentos difíceis, a sociedade deve unir esforços para promover prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.








