Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta‑feira, 22 de outubro, revelou que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 49%, empatando com Flávio Bolsonaro nas intenções de voto e superando a desaprovação pela primeira vez desde julho deste ano.
Cenário atual da aprovação presidencial
Os números mostram que 49% dos eleitores entrevistados aprovam a gestão do petista, enquanto 48% manifestam desaprovação. Dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, os dois indicadores ficam praticamente equivalentes, mas a balança se inclina para o lado positivo.
Esse equilíbrio reflete uma mudança perceptível em relação à rodada anterior, realizada em 15 de outubro, quando a aprovação era de 48% e a desaprovação de 50%. O salto de um ponto percentual pode parecer pequeno, mas tem grande peso nas projeções eleitorais.
Comparativo com a pesquisa anterior
Além da variação na aprovação, a avaliação qualitativa do governo também sofreu alterações. Na semana passada, 41% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo; agora esse percentual recuou para 49%.
Por outro lado, a proporção de eleitores que consideram a gestão como ótima ou boa subiu levemente, passando de 35% para 36%. A categoria “regular” manteve-se estável, crescendo de 23% para 24%.
Os indecisos, que não souberam responder, permaneceram em 1%, indicando que a maioria dos eleitores tem uma opinião formada, ainda que dividida.
Detalhamento das avaliações de desempenho
Para entender melhor como o público percebe o governo, a pesquisa segmentou as respostas em cinco categorias distintas. O quadro abaixo resume a distribuição atual:
- Ótimo ou bom: 36%
- Regular: 24%
- Ruim ou péssimo: 49%
- Não soube responder: 1%
Esses números revelam que, apesar da aprovação ter ultrapassado a desaprovação, quase metade dos eleitores ainda tem uma avaliação negativa do desempenho do presidente.
Metodologia e credibilidade da pesquisa
O Datafolha conduziu entrevistas presenciais com 2.520 eleitores, selecionados entre 20 e 22 de outubro, em todo o território nacional. A amostra foi ponderada para refletir a composição demográfica do eleitorado brasileiro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esse padrão metodológico garante que os resultados sejam representativos e confiáveis.
O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-09709/2026, reforçando a transparência e a legalidade da coleta de dados.
Implicações para o cenário eleitoral
Com as eleições se aproximando, o empate nas intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro indica um cenário altamente competitivo. O fato de a aprovação do governo ter superado a desaprovação pode ser interpretado como um sinal de estabilidade para a candidatura do presidente.
No entanto, a alta porcentagem de eleitores que ainda avaliam o governo como ruim ou péssimo sugere que há margem para campanhas de desgaste e mobilização de bases opositoras.
Analistas políticos apontam que a evolução dos números nos próximos levantamentos será crucial para definir estratégias de campanha, alianças e mensagens-chave.
Em resumo, a pesquisa do Datafolha oferece um panorama complexo: um governo que começa a recuperar terreno em termos de aprovação, mas ainda enfrenta críticas intensas que podem influenciar o resultado final das urnas.








