Na tarde desta segunda‑feira (7), apoiadores do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para um ato de campanha marcado pelos gritos “Fora Lula, Fora Moraes”. O encontro ocorreu por volta das 13h30 e contou com milhares de participantes vestindo camisetas amarelas e portando bandeiras nacionais.
Mobilização na Avenida Paulista
O ponto de concentração foi escolhido estrategicamente por sua visibilidade e fluxo intenso de pedestres. Grupos organizados chegaram carregando faixas que denunciavam o Supremo Tribunal Federal e, em especial, o ministro Alexandre de Moraes. A atmosfera era de protesto e de demonstração de apoio ao candidato.
Os manifestantes formaram corredores ao longo da avenida, criando um corredor de bandeiras amarelas que se estendia por vários quarteirões. O clima era de festa política, com cantos, baterias e discursos curtos de lideranças locais.
Para organizar a ação, foram usados grupos de WhatsApp e redes sociais, onde os participantes recebiam instruções sobre rotas, horários e mensagens a serem repetidas nos microfones. Essa estratégia digital ajudou a garantir a presença de milhares de pessoas em um curto intervalo de tempo.
Participação de lideranças políticas
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também é candidato à reeleição, estava previsto para comparecer ao ato. Embora não tenha sido ao vivo, seu vice‑governador, Felício Ramuth (MDB), representou o governador durante o desfile cívico‑militar de 7 de Setembro, realizado no Sambódromo do Anhembi.
A presença de figuras da bancada do PL e de outros partidos de direita reforçou a mensagem de unidade contra o que consideram interferência judicial nas decisões políticas. Entre os nomes citados, estavam deputados federais que já haviam manifestado apoio a Flávio Bolsonaro nas redes sociais.
Além dos políticos, representantes de movimentos sociais conservadores também marcaram presença, carregando cartazes que exigiam a retirada de Alexandre de Moraes do STF. Essa convergência de forças evidencia a estratégia de ampliação da base de apoio ao candidato.
Contexto das tensões com o STF
O ato ocorre em meio a uma série de escândalos envolvendo mensagens trocadas entre o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. As conversas, divulgadas recentemente, sugerem uma relação de proximidade que tem gerado críticas intensas da oposição e da imprensa.
Essas revelações alimentam a narrativa de que o STF estaria agindo de forma parcial, favorecendo ou prejudicando determinados atores políticos. Para os apoiadores de Flávio Bolsonaro, a retirada de Moraes seria um passo essencial para garantir a lisura do processo eleitoral.
Em 2024, manifestações semelhantes já foram organizadas com pedidos de impeachment de Moraes. No ano passado, a mesma avenida foi palco de protestos que exigiam a saída do ministro, demonstrando a continuidade da pauta nas ruas.
- Exigir a demissão de Alexandre de Moraes do STF;
- Rejeitar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva;
- Apelar ao voto consciente contra a “cúpula” do Judiciário;
- Fortalecer a presença de Flávio Bolsonaro nas capitais brasileiras.
Repercussões e perspectivas para a campanha
Analistas de opinião política apontam que a ação na Paulista pode impulsionar a visibilidade de Flávio Bolsonaro nas mídias digitais, especialmente entre eleitores indecisos nas grandes cidades. O uso de imagens fortes, como as bandeiras amarelas e as faixas contra o STF, tem grande potencial de viralização.
Entretanto, críticos alertam que a estratégia pode gerar ainda mais polarização, alimentando o clima de confrontos institucionais. A imprensa nacional tem coberto o evento com destaque, ressaltando tanto o apoio popular quanto as controvérsias envolvendo o STF.
Para a campanha de Flávio Bolsonaro, o próximo passo será transformar a energia das ruas em apoio nas urnas. A agenda de campanha inclui mais atos em centros urbanos, debates televisivos e a intensificação da presença nas redes sociais.
O futuro da disputa presidencial ainda depende de fatores como a reação do Judiciário, a capacidade de mobilização dos adversários e a consolidação de alianças políticas. O que se observa, porém, é que a Avenida Paulista continuará a ser um palco importante para a disputa de narrativas até o dia da votação.








