Em janeiro de 2024, uma criança desapareceu na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e até hoje não há respostas definitivas sobre seu paradeiro. O caso ganhou novo impulso após a atuação do advogado Cristiano Medina da Rocha, que apresentou novos encaminhamentos às autoridades. A iniciativa visa expandir a investigação para além das fronteiras estaduais e alcançar possíveis pistas internacionais.
Ampliação da atuação policial e federal
A primeira medida proposta foi solicitar a participação da Polícia Federal. Essa solicitação se justifica pela necessidade de analisar possíveis deslocamentos interestaduais ou até mesmo internacionais, que fogem ao alcance da investigação estadual.
Com a presença da Polícia Federal, espera‑se que sejam ativados recursos como o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) e a cooperação com agências de outros estados. Além disso, a força policial federal pode acessar bancos de dados internacionais, facilitando o cruzamento de informações.
Outra vantagem desse envolvimento é a possibilidade de emitir mandados de busca em outras unidades da federação, caso surjam indícios de que a criança tenha sido levada para fora do Rio de Janeiro.
Contato com autoridades norte‑americanas e investigação de operações nos EUA
Um dos encaminhamentos mais estratégicos foi solicitar informações sobre a operação realizada recentemente na Flórida, nos Estados Unidos, que resgatou mais de uma centena de menores em situação de vulnerabilidade. A equipe jurídica pretende confirmar se Edson Davi foi incluído entre os menores localizados.
Para isso, foram enviadas solicitações formais a órgãos como o Departamento de Segurança Interna dos EUA e a Embaixada do Brasil em Washington. O objetivo é obter relatórios oficiais e, se necessário, abrir um canal de cooperação entre as duas nações.
Além das autoridades de segurança, o pedido também inclui o envolvimento de setores de Direitos Humanos e das Relações Exteriores, garantindo que a busca seja conduzida sob uma perspectiva de proteção integral à criança.
- Solicitação de dados à Polícia Federal.
- Contato com a Embaixada do Brasil nos EUA.
- Requisição de relatórios da operação de resgate na Flórida.
- Coordenação com órgãos de Direitos Humanos para apoio jurídico.
Reação da família e da sociedade civil
Mais de dois anos após o desaparecimento, a família de Edson Davi mantém a esperança viva e continua cobrando respostas das instituições. O advogado responsável pelos novos encaminhamentos reforçou que “nenhuma hipótese razoável pode ser descartada e nenhuma fronteira pode impedir a busca pela verdade”.
Organizações não governamentais de proteção infantil também se manifestaram, oferecendo apoio logístico e emocional à família. Elas ressaltam a importância de manter a atenção da mídia e da opinião pública, evitando que o caso caia no esquecimento.
Nas redes sociais, hashtags como #EncontreEdson e #DesaparecimentoInfantil têm sido amplamente utilizadas, mobilizando voluntários para divulgar informações e possíveis avistamentos.
Especialistas em investigação de desaparecimentos apontam que a combinação de esforços locais, federais e internacionais aumenta significativamente as chances de solução. Eles recomendam que a família continue registrando qualquer pista, por menor que seja, e que as autoridades mantenham canais de comunicação abertos.
Em síntese, os novos encaminhamentos representam um marco na tentativa de localizar a criança desaparecida. A esperança de encontrar Edson Davi depende agora da efetiva cooperação entre diferentes esferas de poder e da participação ativa da sociedade.








