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Flávio Bolsonaro lidera rejeição com 55% e Lula segue próximo com 53% segundo pesquisa Quaest

Uma pesquisa nacional divulgada na manhã de 7 de setembro de 2024 revelou os índices de rejeição dos principais candidatos à presidência. O levantamento, realizado pela empresa Quaest, mostrou que Flávio Bolsonaro acumula 55% de rejeição, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva registra 53%. Os números foram coletados em todo o território brasileiro, abrangendo eleitores a partir de 16 anos.

Metodologia e alcance da pesquisa

A Quaest conduziu entrevistas presenciais com 2.004 pessoas, selecionadas de forma aleatória para representar a diversidade regional e demográfica do país. O campo de coleta foi entre os dias 3 e 6 de setembro, garantindo que as respostas refletissem a percepção mais recente dos eleitores.

  • Entrevistados com idade mínima de 16 anos;
  • Amostra distribuída em todas as unidades da federação;
  • Margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos;
  • Nível de confiança de 95%.

Os dados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026, reforçando a transparência e a validade do levantamento. A pesquisa foi encomendada pelos veículos Globo e O Globo, que têm ampla cobertura do cenário político nacional.

Rejeição dos candidatos

Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal (PL), lidera a lista de rejeição com 55% dos entrevistados que afirmaram conhecer o candidato e não votariam nele de forma alguma. Em segundo lugar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), registra 53% de rejeição, um número que surpreende diante de sua base tradicional.

Outros nomes que apareceram na pesquisa incluem Ciro Gomes (8% de rejeição), Renan Filho (3%), Carlos Moisés Caiado (3%) e Romeu Zema (2%). Embora esses percentuais sejam menores, eles ainda indicam um nível significativo de resistência entre os eleitores.

O que os números podem significar para a corrida presidencial

Os altos índices de rejeição tanto para Flávio Bolsonaro quanto para Lula sugerem um cenário de polarização intensa. Enquanto um candidato pode contar com um eleitorado fiel, a parcela que rejeita pode se tornar decisiva nas alianças e nas estratégias de campanha.

Especialistas apontam que candidatos com elevada rejeição tendem a buscar coalizões amplas, tentando atrair eleitores de centro e de direita ou esquerda, conforme o caso. No entanto, a capacidade de converter rejeição em voto efetivo depende de fatores como a presença de escândalos, a performance em debates e a percepção de competência.

Além disso, a margem de erro de dois pontos percentuais indica que pequenas variações nas respostas podem alterar a ordem dos candidatos em termos de rejeição. Por isso, as campanhas ainda têm espaço para mudar a narrativa e reduzir esses números antes do primeiro turno.

Como interpretar a taxa de rejeição

A rejeição, conforme definida pela Quaest, corresponde ao percentual de entrevistados que conhecem o candidato e afirmam que não votariam nele de forma alguma. Esse indicador difere da simples “não aprovação”, pois exclui aqueles que ainda não têm opinião formada.

Portanto, um candidato com alta taxa de rejeição pode ainda ter uma base de apoio sólida, mas enfrenta um desafio maior para ampliar seu alcance. A estratégia de comunicação, a capacidade de dialogar com eleitores indecisos e a apresentação de propostas concretas são essenciais para reverter esse quadro.

Em contrapartida, candidatos com baixa rejeição, ainda que não estejam no topo da intenção de voto, podem se beneficiar de uma imagem mais neutra, facilitando negociações posteriores e a formação de alianças estratégicas.

Para os eleitores, entender a diferença entre rejeição e intenção de voto ajuda a avaliar o real potencial de cada candidato e a importância de participar ativamente do processo eleitoral.

Impacto nas próximas etapas da campanha

Com a divulgação dos resultados, os partidos e os próprios candidatos deverão ajustar suas estratégias de comunicação. Flávio Bolsonaro, por exemplo, pode intensificar a presença nas redes sociais, buscar apoio de lideranças regionais e enfatizar pautas que ressoem com o eleitorado de centro‑direita.

Lula, por sua vez, pode focar na consolidação de sua base tradicional, ao mesmo tempo em que tenta reconquistar eleitores que ainda mantêm uma postura de rejeição, apresentando propostas de coesão social e crescimento econômico.

Os demais candidatos, como Ciro Gomes e Romeu Zema, podem usar a oportunidade para se posicionar como alternativas viáveis, destacando a menor taxa de rejeição como sinal de abertura para novos eleitores.

Em resumo, a pesquisa Quaest traz à tona a complexidade do cenário eleitoral brasileiro, onde rejeição e apoio coexistem de forma dinâmica, exigindo das campanhas uma constante adaptação e um olhar atento às mudanças de percepção do eleitorado.

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