Na manhã de 4 de setembro, durante a celebração do Dia Mundial da Saúde Sexual, especialistas reforçaram a importância de hábitos simples após o sexo para prevenir infecções e manter o bem‑estar íntimo. O foco foi nos cuidados imediatos que todo casal pode adotar, independentemente da orientação sexual ou do tipo de prática.
Cuidados imediatos após a relação
O primeiro passo, logo depois da ejaculação, é retirar o preservativo corretamente. Não se deve deixar a camisinha sobre o pênis ainda ereto, pois a umidade prolongada pode irritar a pele e favorecer o crescimento de fungos.
A urologista Karin Anzolch recomenda segurar a base do preservativo enquanto o órgão ainda está ereto, evitando que o material escorregue ou se rompa. Em seguida, o descarte deve ser feito no lixo comum, nunca no vaso sanitário.
Quando a camisinha feminina permanece na vagina por tempo excessivo, pode ser necessário removê‑la em ambiente hospitalar, alerta a ginecologista Fabiane Bernardes. Esse procedimento reduz o risco de lesões e infecções associadas ao material retido.
- Segure a base do preservativo;
- Retire enquanto o pênis ainda está ereto;
- Descarte no lixo imediatamente;
- Se houver dificuldade, procure atendimento médico.
A importância de urinar depois do sexo
Urinar logo após o ato sexual diminui significativamente a chance de cistite, principalmente nas mulheres, que possuem uretra mais curta. O atrito durante a penetração facilita a migração de bactérias da região perineal para a uretra.
Ao fazer xixi, as bactérias que eventualmente chegaram à bexiga são expulsas antes de se multiplicarem. Essa prática simples funciona como um “lavador interno” que protege o trato urinário.
Nos homens, a necessidade de urinar após o sexo não é tão crítica, mas ainda é recomendada quando houver vontade. Forçar a micção sem desejo pode causar desconforto e não traz benefícios adicionais.
Higiene da região íntima
Limpar a parte externa da genitália com água e sabão neutro é suficiente para remover resíduos e bactérias. A ducha intravaginal, ao contrário, pode eliminar a flora natural e predispor a infecções.
Para quem tem prepúcio, a recomendação é puxá‑lo delicadamente até a base, lavar a glande e recolocá‑lo. Essa prática previne irritações, infecções da uretra e até condições mais graves como prostatite.
Produtos perfumados, desodorantes íntimos e talcos devem ser evitados, pois podem causar dermatites e desequilibrar o microbioma local.
- Lave a vulva ou o pênis com água morna e sabão neutro;
- Evite duchas internas;
- Não utilize produtos com fragrâncias;
- Seque suavemente com toalha limpa.
Precauções específicas para sexo anal
Quando há penetração anal, a higienização deve ser ainda mais cuidadosa para eliminar resíduos fecais que podem irritar a uretra ou provocar infecções como uretrite e prostatite.
A recomendação é lavar apenas a região externa do ânus com água e sabão neutro. A introdução de duchas ou aparelhos pode lesionar a mucosa anal, aumentando o risco de inflamação.
Além da limpeza genital, as mãos que tiveram contato com o ânus devem ser lavadas minuciosamente antes de tocar outras áreas do corpo.
Especialistas enfatizam que a higiene adequada não impede a transmissão de ISTs, mas reduz a carga bacteriana e previne desconfortos como odores e irritações.
Em resumo, a combinação de remoção correta do preservativo, micção pós‑relação, limpeza externa com produtos suaves e atenção redobrada no sexo anal constitui um protocolo simples, porém eficaz, para preservar a saúde sexual.








