O irmão mais velho do Papa Leão XIV, Louis Prevost, foi internado na Flórida para tratar um câncer avançado, enquanto o pontífice se recupera de cirurgia pulmonar em Roma. A notícia foi divulgada na manhã de 14 de outubro de 2026, após o Vaticano confirmar o diagnóstico do papa.
Diagnóstico e tratamento do Papa Leão XIV
Na terça‑feira, 13 de outubro, o Papa Leão XIV recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão após exames de imagem que revelaram uma massa no lobo inferior direito. A cirurgia, realizada no Hospital Gemelli, durou cerca de 90 minutos e consistiu na remoção completa do lobo afetado.
O procedimento foi conduzido pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora, que assinaram um boletim oficial informando a ausência de complicações intraoperatórias. Após a operação, o pontífice acordou normalmente, foi monitorado na Unidade de Cuidados Intensivos e, na noite seguinte, teve uma recuperação tranquila.
O tratamento adjuvante inclui quimioterapia e imunoterapia, seguindo protocolos europeus de oncologia avançada. O Vaticano divulgou que o papa permanecerá em observação no mesmo hospital por, pelo menos, duas semanas, com visitas restritas a familiares próximos.
A batalha de Louis Prevost contra o câncer
Louis Prevost, de 74 anos, foi internado no University of Miami Medical Center, na Flórida, para iniciar um regime de quimioterapia intensiva. A doença foi identificada como um carcinoma de células escamosas, embora os detalhes específicos ainda não tenham sido divulgados publicamente.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Louis comentou que, apesar das divergências políticas com o irmão, especialmente em relação à política de imigração dos Estados Unidos, ele mantém contato frequente com a família. Ele também expressou apoio ao presidente Donald Trump, ressaltando que a luta contra o câncer transcende diferenças ideológicas.
O tratamento de Louis inclui sessões semanais de quimioterapia combinada com terapia alvo, além de acompanhamento psicológico. A equipe médica enfatiza a importância de um suporte familiar sólido para melhorar a adesão ao tratamento.
- Idade: 74 anos
- Localização: Miami, Flórida, EUA
- Tipo de câncer: carcinoma de células escamosas
- Protocolo: quimioterapia + terapia alvo
Histórico familiar e implicações genéticas
O histórico de saúde da família Prevost revela que tanto a mãe, Mildred, quanto o pai, John, faleceram de câncer. Mildred foi diagnosticada com um tumor desconhecido em 1998 e viveu mais oito anos após receber um medicamento experimental, superando a estimativa inicial de seis meses de sobrevida.
John Prevost, falecido aproximadamente sete anos após a morte da esposa, também sucumbiu a uma forma de câncer ainda não especificada. O terceiro irmão, John Jr., reside em Chicago e não foi acometido por doenças oncológicas até o momento.
Especialistas em oncologia genética apontam que, embora haja casos de câncer em três gerações da mesma família, ainda não há evidência suficiente para confirmar uma predisposição hereditária clara. Testes genéticos podem ser recomendados para identificar mutações como BRCA1, BRCA2 ou TP53, que são associadas a síndromes de câncer familiar.
Entretanto, o Papa Leão XIV ainda não se submeteu a exames genéticos, e a Santa Sé não divulgou planos para tal avaliação. A situação ressalta a importância de monitoramento médico regular para indivíduos com histórico familiar significativo.
Além dos aspectos médicos, a notícia trouxe reflexões sobre a vulnerabilidade humana, independentemente da posição institucional. O Papa, líder espiritual de mais de um bilhão de fiéis, e seu irmão, cidadão americano, compartilham agora a mesma luta contra uma doença que afeta milhões ao redor do mundo.
Organizações de apoio ao câncer, como a American Cancer Society e a Associazione Italiana di Oncologia Medica, destacam a necessidade de campanhas de conscientização, diagnóstico precoce e acesso a tratamentos inovadores. A visibilidade do caso da família Prevost pode impulsionar iniciativas de financiamento para pesquisas oncológicas.








