Na manhã da quinta‑feira, 8 de julho, o escritor e psicólogo Augusto Cury declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, durante entrevista concedida em São Paulo. O anúncio veio após um encontro presencial entre os dois, no qual o senador se comprometeu a adotar publicamente as propostas apresentadas por Cury para áreas estratégicas como educação, saúde, empreendedorismo, agricultura e pacificação nacional.
O encontro que selou o apoio
Segundo o próprio Cury, a conversa ocorreu “olho no olho”, em um ambiente descontraído, mas marcado por seriedade. Ele ressaltou que o senador Flávio Bolsonaro demonstrou disposição para incorporar as ideias ao seu programa de campanha, o que o motivou a oferecer seu apoio.
Apesar de apoiar o candidato, Cury deixou claro que não pretende integrar um eventual governo. Ele enfatizou que manterá sua independência e que sua atuação será limitada à cobrança do cumprimento das metas acordadas.
O escritor também fez questão de dissociar o apoio de qualquer negociação de favores pessoais. Não houve, segundo ele, promessa de cargos, privilégios ou vantagens em troca do apoio político.
As oito prioridades apresentadas por Cury
Durante a entrevista, Cury enumerou oito eixos que, segundo ele, deveriam ser adotados pelo futuro presidente caso seja eleito. Cada ponto foi detalhado, destacando objetivos claros e metas mensuráveis.
- Alternância de poder: fim da reeleição presidencial, garantindo a rotatividade democrática.
- Saúde: ampliação da telemedicina e acesso mais amplo a tratamentos modernos, reduzindo filas e custos.
- Educação: valorização dos professores, melhoria salarial e investimento em formação continuada.
- Proteção integral às mulheres: uso de tecnologia para monitoramento de casos de violência e políticas de prevenção.
- Empreendedorismo: financiamento de até 10 milhões de microempresas, estimulando a geração de empregos.
- Cooperativismo: apoio às cooperativas e incentivo à verticalização agroindustrial para aumentar a competitividade.
- Agricultura sustentável: dobrar a produção de alimentos de forma ecológica nos próximos dez anos.
- Pacificação nacional: governo que dialogue com diferentes posições políticas, combata a corrupção e respeite direitos humanos.
Cury destacou que essas prioridades foram elaboradas a partir de sua experiência como autor de obras sobre desenvolvimento humano e gestão de conflitos.
O que Cury espera do futuro governo
O escritor deixou explícito que seu apoio não é um “cheque em branco”. Ele afirmou que, caso Flávio Bolsonaro vença, a administração deverá prestar contas à sociedade, respeitar as instituições democráticas e garantir liberdade de pensamento.
Além disso, Cury enfatizou a importância de manter o papel da oposição como fiscalizador, evitando a concentração de poder e assegurando o equilíbrio institucional.
Ele também mencionou que a política de combate à corrupção deve ser contínua, com mecanismos de transparência e participação cidadã.
Repercussões e opiniões
A declaração de apoio gerou reações diversas nos meios de comunicação e nas redes sociais. Alguns analistas consideram que a aliança pode atrair eleitores que admiram a obra de Cury, enquanto críticos apontam que o escritor ainda não tem histórico político ativo.
Especialistas em marketing político ressaltam que a presença de figuras públicas do mundo cultural pode ampliar o alcance de campanhas, sobretudo em plataformas digitais.
Entretanto, Cury reforçou que sua atuação será limitada à observação e à cobrança, sem participação direta na gestão pública.
O apoio foi anunciado em um momento de intensas disputas internas ao Partido Liberal (PL), que busca consolidar sua base de apoio para as eleições de 2026. A aliança entre Cury e Flávio Bolsonaro pode, portanto, representar um elemento de diferenciação frente a outros candidatos.
Por fim, o escritor concluiu que seu compromisso permanece com a sociedade brasileira e que continuará acompanhando o desenvolvimento das propostas, independentemente do resultado eleitoral.








