Um ex-aluno de 15 anos invadiu a escola John‑Paul II em Leszczydół‑Nowiny, no nordeste da Polônia, na manhã de 8 de outubro de 2024, e matou uma funcionária enquanto feria duas colegas.
O incidente ocorreu por volta das 9h, horário local, e marca o segundo ataque com faca registrado no país em apenas 24 horas.
Detalhes do ataque em Leszczydół‑Nowiny
Segundo o boletim da polícia, o adolescente entrou nas dependências da escola carregando três facas de lâmina longa.
Ao perceber a presença do invasor, o diretor Krzysztof Ochmanski correu para o corredor onde ouviu um grito e foi atingido pelo agressor.
Ochmanski relatou que foi ferido tanto pela lâmina quanto pelo cabo das facas, mas conseguiu conter o jovem até a chegada das forças de segurança.
A vítima fatal era uma funcionária de manutenção de 37 anos, que não resistiu aos ferimentos causados pelo corte.
Outras duas colaboradoras foram hospitalizadas com lesões leves a moderadas e permanecem sob observação.
Repercussões e respostas das autoridades
O Ministério do Interior informou que o suspeito estudou anteriormente na mesma instituição e atualmente frequenta um curso profissionalizante.
Até o momento, a motivação do ataque permanece desconhecida, e as investigações continuam em curso.
Em resposta ao aumento da violência escolar, o primeiro‑ministro Donald Tusk convocou uma reunião de emergência com ministros da Educação, Segurança Pública e Saúde.
Durante a reunião, foram discutidas medidas imediatas, como o reforço da presença policial nas escolas e a revisão dos protocolos de segurança.
- Instalação de câmeras de vigilância em pontos estratégicos.
- Treinamento de professores para lidar com situações de risco.
- Ampliação dos serviços de apoio psicológico para estudantes.
Além disso, o governo anunciou um programa de prevenção que inclui campanhas de conscientização sobre saúde mental e bullying.
O ministro do Interior, Marcin Kierwiński, destacou que a descoberta de um adolescente de 17 anos em Sierpc, suspeito de planejar ataque semelhante, reforça a necessidade de monitoramento digital.
Nas buscas, foram encontrados dois facões e pesquisas sobre como organizar ações violentas em dispositivos eletrônicos.
Contexto de violência nas escolas da Polônia
O ataque de Leszczydół‑Nowiny ocorre um dia após um incidente em Ostrołęka, onde um jovem de 19 anos feriu dez pessoas, inclusive a si mesmo.
Ambos os episódios foram realizados com facas, indicando uma tendência preocupante de uso de armas brancas por adolescentes.
Especialistas apontam que fatores como isolamento social, acesso fácil a armas cortantes e falta de suporte emocional podem estar contribuindo para o aumento desses episódios.
Estudos recentes sugerem que a pressão acadêmica e a insegurança econômica também desempenham papéis significativos.
Organizações de direitos humanos têm pedido ao governo polonês que invista mais em programas de inclusão e que garanta ambientes escolares seguros.
Enquanto isso, pais e professores relatam um clima de medo crescente nas salas de aula, com muitos estudantes pedindo maior transparência nas medidas de segurança.
Em resposta, algumas escolas já adotaram protocolos de bloqueio de portas e treinamento de evacuação de emergência.
O debate nacional também inclui discussões sobre a legislação relativa à posse de armas brancas e a necessidade de restrições mais rígidas.
Analistas políticos afirmam que a pressão sobre o governo de Donald Tusk aumentou, exigindo respostas rápidas e eficazes para prevenir novos incidentes.
Com a sociedade civil mobilizada, espera‑se que as próximas semanas tragam propostas concretas para melhorar a segurança nas instituições de ensino.








