Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) registraram novas variações nas intenções de voto na pesquisa divulgada pela Quaest nesta segunda‑feira, 28 de setembro, em todo o Brasil. Os números mostram que o presidente subiu para 39% e o senador para 34% no primeiro turno, enquanto o cenário para o segundo turno permanece tecnicamente empatado. A pesquisa foi realizada entre 24 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Variações nas intenções de voto no primeiro turno
Nos últimos dias de setembro, a Quaest apontou que Lula avançou de 37% para 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 33% para 34%. Essa mudança ampliou a diferença numérica entre os dois candidatos de quatro para cinco pontos percentuais, ainda dentro da margem de erro. As oscilações individuais permanecem dentro dos dois pontos de tolerância, mas romperam o empate técnico registrado na pesquisa anterior.
Em setembro, a trajetória dos números foi marcada por pequenas subidas e descidas. No dia 2, Lula aparecia com 37% e Flávio com 29%, gerando uma diferença de oito pontos. Na semana seguinte, em 7 de setembro, o presidente ficou em 36% e o senador manteve 29%, reduzindo a distância para sete pontos. Já no dia 14, Lula manteve 36% enquanto Flávio subiu para 31%, encurtando a diferença para cinco pontos.
O dia 21 de setembro trouxe outra alteração: Lula chegou a 37% e Flávio a 33%, diminuindo a diferença para quatro pontos e colocando os candidatos no limite do empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos. Finalmente, no dia 28, a diferença voltou a cinco pontos percentuais, com Lula em 39% e Flávio em 34%.
Panorama da disputa para o segundo turno
Além dos números do primeiro turno, a Quaest também divulgou projeções para um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos. Nessa simulação, ambos aparecem com 42% das intenções de voto, indicando um empate técnico perfeito. Essa igualdade reflete a volatilidade do eleitorado nas últimas semanas e a dificuldade de prever um vencedor claro antes da campanha intensificar.
A série de pesquisas da Quaest ao longo de setembro demonstra que as diferenças entre Lula e Flávio ficaram dentro da margem de erro em todas as rodadas. No dia 2, Lula tinha 42% e Flávio 41%; no dia 7, ambos ficaram em 41%; no dia 14, Flávio liderou com 42% contra 40% de Lula; e no dia 21, Flávio manteve 42% enquanto Lula ficou em 41%. Todas essas variações são estatisticamente insignificantes, mas apontam para um cenário altamente competitivo.
Outros candidatos e distribuição de votos
Além dos dois principais concorrentes, a pesquisa trouxe resultados para candidatos de menor expressão. Augusto Cury, do Avante, registrou 4% das intenções de voto, assim como Ronaldo Caiado, do PSD. Renan Santos, da Missão, ficou com 3%, enquanto Romeu Zema, do Novo, obteve 1%.
- Augusto Cury (Avante) – 4%
- Ronaldo Caiado (PSD) – 4%
- Renan Santos (Missão) – 3%
- Romeu Zema (Novo) – 1%
Esses percentuais, embora modestos, podem se tornar decisivos em um eventual segundo turno, caso algum dos candidatos principais seja eliminado. A soma dos votos menores ainda representa um bloco de eleitores que pode ser disputado intensamente nas campanhas.
Metodologia e credibilidade da pesquisa Quaest
A pesquisa foi conduzida com entrevistas a 2.004 eleitores, selecionados entre 24 e 27 de setembro, em todo o território nacional. A margem de erro declarada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros são padrão para pesquisas eleitorais no Brasil e garantem que os resultados reflitam, dentro do intervalo de confiança, a opinião da população votante.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026, assegurando transparência e rastreabilidade dos dados. A Quaest, reconhecida por seu histórico de pesquisas precisas, utilizou questionários estruturados e amostragem estratificada para cobrir diferentes regiões, faixas etárias e perfis socioeconômicos.
É importante notar que, apesar da robustez metodológica, as variações diárias nos números podem ser influenciadas por eventos políticos, debates, entrevistas e notícias de última hora. Por isso, analistas recomendam acompanhar a tendência ao longo de várias rodadas antes de tirar conclusões definitivas.
Implicações para a campanha presidencial
Os resultados recentes sugerem que a campanha de Lula precisará consolidar seu apoio entre eleitores indecisos, enquanto Flávio Bolsonaro busca ampliar sua base para superar a margem de erro. Ambos os candidatos têm intensificado a presença nas redes sociais, realizado comícios regionais e participado de debates televisivos, buscando influenciar o eleitorado volátil.
Especialistas apontam que a proximidade dos números pode levar a estratégias de alianças e negociações de apoio de partidos menores, como Avante, PSD, Missão e Novo. A capacidade de atrair os eleitores desses partidos pode ser decisiva para garantir a vitória no segundo turno.
Em resumo, a pesquisa Quaest de 28 de setembro mostra um cenário de empate técnico no segundo turno e pequenas oscilações no primeiro turno, reforçando a ideia de uma corrida presidencial ainda incerta e altamente competitiva.








