Na última semana de setembro de 2026, o Nubank anunciou o fim do seguro gratuito de compras não reconhecidas que fazia parte dos benefícios do cartão Ultravioleta. A mudança foi implementada no aplicativo da fintech, que agora oferece o Ultravioleta Protegido, um plano pago com custo mensal de R$ 19,99. Essa alteração afeta diretamente os clientes que utilizam o cartão de alta renda e que dependiam da proteção anterior sem custo adicional.
O que mudou no seguro do cartão Ultravioleta
O benefício antes conhecido como Proteção de Transações Digitais era disponibilizado sem cobrança e incluía cobertura contra fraudes em compras online. A partir de outubro de 2026, esse serviço será descontinuado e substituído por um novo produto, o Ultravioleta Protegido, que exige pagamento recorrente.
O novo seguro tem preço de R$ 19,99 por mês, o que corresponde a R$ 239,88 ao longo de um ano. Além do custo, o plano traz duas coberturas principais, ampliando a proteção oferecida anteriormente.
Como funciona o novo Ultravioleta Protegido
Os clientes interessados podem contratar o Ultravioleta Protegido diretamente pelo app do Nubank, com alguns cliques. O processo de adesão é imediato, e a cobertura entra em vigor assim que o pagamento é confirmado.
Para acionar a proteção, o usuário deve entrar em contato com o SAC, também disponível no aplicativo, que funciona 24 horas por dia. O banco garante que 98% dos reembolsos são efetuados em até cinco dias úteis, mantendo a agilidade prometida.
Como condição de lançamento, o Nubank oferece 50% de cashback nos três primeiros meses para quem contratar o plano. Essa oferta temporária tem o objetivo de incentivar a adesão ao novo produto.
Principais coberturas do Ultravioleta Protegido:
- Proteção contra fraudes em transações digitais.
- Seguro de roubo ou furto de itens pessoais, incluindo bolsa e mochila.
Reações dos clientes e críticas ao modelo
Nas redes sociais, a decisão gerou forte reação negativa. Usuários apontaram que o benefício gratuito era mencionado nos termos e condições do programa Ultravioleta, e agora está sendo cobrado como um item à parte.
Renê Fraga, membro da comunidade oficial do Nubank, reconheceu que o novo seguro traz coberturas mais amplas, mas criticou a estratégia de transformar uma vantagem em custo adicional. Ele destacou que o aumento da mensalidade do cartão e a exigência de maior gasto para isenção reforçam a sensação de que benefícios gratuitos estão desaparecendo.
Outros clientes compararam a situação ao fim da assinatura gratuita do Rappi Pro em dezembro de 2024 e ao encerramento do cashback com rendimento de 200% do CDI em setembro de 2025, eventos que também provocaram reclamações massivas.
Contexto de outras alterações no Nubank
Além do seguro, o Nubank tem revisado outros benefícios ao longo dos últimos anos. A mensalidade do cartão Ultravioleta subiu de R$ 49 para R$ 89, e o gasto mínimo para isenção passou de R$ 5 mil para R$ 8 mil por mês.
A gratuidade do cartão ainda permanece para clientes que mantêm R$ 50 mil investidos ou guardados, mas o número de requisitos aumentou, reduzindo o acesso ao benefício.
Em abril de 2026, a fintech encerrou o acesso gratuito ao streaming HBO Max, oferecendo posteriormente um plano básico com anúncios por R$ 4,90 mensais. Essa mudança foi justificada como ajuste às condições de mercado e ao nível de adoção pelos usuários.
Recentemente, em 23 de setembro de 2026, o Nubank lançou a nova versão do programa de pontos, o NuCoin, que agora inclui níveis, sorteios e descontos, porém está restrito apenas aos portadores do cartão Roxinho, excluindo os clientes Ultravioleta e Croma.
Essas transformações apontam para uma estratégia de monetização mais agressiva, onde serviços antes gratuitos são reclassificados como produtos pagos. Para os consumidores, isso significa repensar o custo-benefício de manter o cartão de alta renda.
Enquanto alguns usuários ainda apreciam a ampliação das coberturas, a percepção geral é de que o Nubank está priorizando a geração de receita em detrimento da fidelização baseada em benefícios gratuitos. A discussão continua nas comunidades online, e o futuro dos demais serviços gratuitos ainda é incerto.








